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26/12/2011

Médicos alertam para riscos de viagens a altitudes elevadas

Redação do Diário da Saúde
Montanhistas de primeira viagem podem não fazer a segunda
Turistas que se acreditam alpinistas estão se aventurando cada vez mais por regiões acima dos 5.000 metros de altitude. [Imagem: Wikimedia/Julius Silver]

Passagem só de subida

Um número cada vez maior de turistas está se aventurando em montanhas cada vez mais altas.

A consequência mais imediata é um número igualmente maior da chamada "doença da montanha", que pode levar à morte em poucas horas.

O problema é que esses turistas acreditam ser alpinistas, mesmo sem qualquer preparo adequado, aventurando-se por regiões acima dos 5.000 metros de altitude.

Preocupados com o grande número de ocorrências recentes, dois médicos alemães criaram uma cartilha de orientação para os candidatos a montanhistas.

Eles recomendam que, em muitos casos, é melhor optar por um passeio em altitudes menores do que arriscar a própria vida em regiões tipicamente sem socorro imediato.

Doença da montanha

O chamado mal da montanha ocorre por falta de aclimatação ou por uma subida rápida demais.

O baixo nível de oxigênio nas regiões de alta montanha - acima dos 3.000 metros de altitude - pode causar sintomas dos mais diversos tipos.

Por exemplo, vômitos repentinos e dores de cabeça intratáveis com analgésicos comuns podem ser os primeiros sinais de edema cerebral.

Pessoas que passam 48 horas ou mais acima dos 4.000 metros podem sofrer debilitamento ou falhas de consciência que podem progredir para coma em poucas horas.

Por outro lado, a perda rápida de desempenho físico durante a subida, assim como uma tosse seca, são as primeiras manifestações do edema pulmonar de alta altitude.

Se a pessoa continua a subir, seu quadro avança igualmente para edema cerebral.

A doença é fatal se não for tratada rapidamente - o problema é que os locais onde o mal da montanha se manifesta nunca estão próximos de um hospital.

Sensibilidade à altitude

Os médicos Kai Schommer e Peter Bärtsch alertam que não existem testes de avaliação para a suscetibilidade de uma pessoa às altas altitudes.

Eles recomendam uma auto-avaliação que consiste basicamente em aferir a própria capacidade indo passo a passo montanha acima - mas não em uma única caminhada.

Assim, quem pretende fazer uma longa caminhada por altitudes na faixa dos 3.000 metros, deve ter testado antes sua capacidade para uma permanência similar, ainda que a um ritmo menor, um nível de altitude acima, ou seja, a 4.000 metros.

Em poucas palavras, recomendam eles, não se fabrica um montanhista ou um alpinista em um mês de férias, mas em um longo processo de treinamento, em que o candidato ascende nível por nível.

As recomendações completas, em inglês, podem ser vistas no endereço www.aerzteblatt.de/v4/archiv/pdf.asp?id=116424.


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