Robô cirurgião é suscetível a hackers

Robô cirurgião operado pela internet é invadido
Durante os testes, em lugar de uma cirurgia real, o robô tinha como tarefa manipular pequenos cubos.
[Imagem: University of Washington]

Reforço da tecnologia

A lista de preocupações com os robôs cirurgiões ganhou mais um item: o medo do ataque de hackers.

Pesquisadores da Universidade de Washington (EUA) demonstraram que é fácil atacar e assumir o controle de um robô cirurgião que está sendo desenvolvido para ser operado remotamente pela internet.

O objetivo dos pesquisadores não era desacreditar a tecnologia, mas mostrar que as equipes responsáveis pelo desenvolvimento dos robôs médicos precisam se preocupar também com as questões de informática, sobretudo com os ataques mal-intencionados pela rede.

O robô cirúrgico teleoperado que foi invadido e controlado está em fase de desenvolvimento, e é usado por enquanto apenas para fins de pesquisa - seu uso clínico ainda não está aprovado pelas autoridades de saúde.

Robôs controlados pela internet

Os robôs médicos operados remotamente hoje funcionam principalmente por meio de redes privadas, mas, para atingir todos os seus objetivos, o ideal é que eles sejam operados via internet.

Isso permitirá fornecer rotineiramente tratamentos médicos de alta complexidade em áreas subdesenvolvidas, zonas rurais, enfermarias que estejam atendendo epidemias como a do Ebola ou no caso de desastres naturais.

Mas isto deixará os robôs passíveis de serem atacados por hackers.

Os pesquisadores demonstraram que, se colocados na internet, os robôs cirurgiões podem ser facilmente atacados e controlados - o ataque mais fácil é simplesmente desativar o robô, interrompendo uma cirurgia ou colocando-o fora de operação.

Telerrobôs

A equipe alerta que as medidas de segurança comuns aos computadores deverão ser necessariamente estendidas, e até reforçadas, para que os robôs cirurgiões possam ser utilizados pela internet sem riscos.

"Queremos tornar a próxima geração de telerrobôs resilientes para algumas das ameaças que já detectamos, sem colocar um operador ou o paciente ou qualquer outra pessoa no mundo físico em perigo," disse a principal autora do trabalho Tamara Bonaci.


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