Robô cobra fará cirurgias minimamente invasivas

Robô cobra entra pelo nariz para cirurgia minimamente invasiva
O robô manobra para entrar por tubos que simulam as cavidades do corpo humano - seu principal alvo é o nariz.
[Imagem: Vanderbilt University]

Robô com habilidade cirúrgica

Um robô flexível, capaz de manobrar para atingir lugares difíceis de acessar dentro do corpo humano mostrou-se exímio nas manobras e ainda provê o cirurgião com uma sensação de toque semelhante a uma mão humana.

O objetivo dos seus desenvolvedores é tornar os procedimentos médicos o mais seguros e o menos invasivos quanto possível. Hoje isso significa realizar cirurgias por meio de pequenos pontos de entrada - um efeito colateral negativo dessas técnicas atuais é que o cirurgião perde seu senso de toque e de pressão, além de ter um campo de visão muito limitado.

"O que há de especial nos nossos robôs tipo cobra é que eles são capazes de sentir o ambiente", disse Nabil Simaan, da Universidade Vanderbilt (EUA). "Eles são capazes de sentir um contato e de estimar onde o contato está para que possam se reajustar por conta própria, sem que o cirurgião tenha que fazer nada."

Robô cirurgião

"Se eu mover minha mão de uma maneira, o robô move sua mão do mesmo jeito no outro lado dentro do paciente," explica o pesquisador enquanto manobra o protótipo do seu robô endoscópico.

"O que estamos tentando fazer é ir além da assistência de manipulação, em um processo onde o próprio robô está ajudando o cirurgião a entender qual é a tarefa e está ajudando a realizar a tarefa," completou ele.

Robô cobra entra pelo nariz para cirurgia minimamente invasiva
A destreza do robô é suficiente para que ele faça pontos por conta própria.
[Imagem: Vanderbilt University]

Simaan afirma que contar com um robô como parceiro do cirurgião vai ajuda a aumentar as habilidades do médico e, em última instância, a qualidade da cirurgia.

"É realmente melhor deixar uma parte da tarefa, por exemplo regular a força sobre o tecido, para o robô controlador do que ter a preocupação humana com relação a isso. O cirurgião ainda está controlando esse nível, mas ele não precisa se preocupar em controlá-lo ativamente a cada fração de segundo," concluiu o pesquisador.

Com o primeiro protótipo pronto, o próximo passo será começar a realizar testes com os robôs-cobra-cirurgiões, inicialmente em animais.


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