Roupas estão sexualizando meninas cedo demais

Modelo sexualizado

Será que os fabricantes de roupas estão ajudando a transformar meninas em objetos sexuais?

A resposta é sim, segundo Samantha Goodin e Sarah Murnen, da Universidade Kenyon, nos Estados Unidos.

Segundo o estudo, até 30 por cento das roupas para meninas, disponíveis online nos EUA, é "sexy" ou "sexualizante".

Para as pesquisadoras, isso tem sérias implicações para como as meninas avaliam a si mesmas segundo um modelo sexualizado de atratividade física feminina.

Isto as leva a enfrentar a questão da identidade sexual em uma idade muito jovem.

Teoria da objetificação

Segundo a "teoria da objetificação" - ou reificação -, as mulheres das culturas ocidentais são amplamente retratadas e tratadas como objetos do olhar masculino.

Isto leva ao desenvolvimento da auto-objetificação, um processo por meio do qual meninas e mulheres internalizam estas mensagens e veem os seus próprios corpos como objetos a serem avaliados de acordo com normas estreitas - muitas vezes sexualizadas - de atratividade.

Tendo em conta os efeitos negativos da auto-objetificação, como a insatisfação corporal, depressão, baixa confiança e baixa auto-estima, Goodin e suas colegas examinaram o papel das roupas das meninas como uma possível influência social que pode contribuir para a auto-objetificação das garotas pré-adolescentes.

Roupas sexualizantes

Elas examinaram a frequência e a natureza das roupas "sexualizantes" para meninas (crianças não adolescentes) disponíveis nos sites de 15 lojas populares dos EUA.

A "roupa sexualizante" revela ou enfatiza uma parte sexualizada do corpo, tem características associadas à sensualidade e/ou carrega expressões ou palavras de apelo sexual.

Dos 5.666 itens de vestuário estudados, 69% tinham somente características infantis.

Dos restantes 31 por cento, 4% tinham somente características sexualizadas, 25% tinham dois recursos de sexualização e 4% não tinham nem elementos sexualizados e nem infantis.

Sexualização

A sexualização ocorreu mais frequentemente nos itens que destacam uma parte do corpo sexualizado, tais como camisas e vestidos que foram cortados de forma a criar a aparência dos seios, ou bolsos das calças excessivamente enfeitados, chamando a atenção para as nádegas.

O tipo de loja também esteve associada ao grau de sexualização - as lojas voltadas para os pré-adolescente são mais propensas a terem roupas sexualizadas do que as lojas de produtos infantis.


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