Sapato com laser evita travadas em pacientes de Parkinson

Sapato com laser evita
O paciente anda sobre ou em direção à linha do laser, o que ativa o laser no sapato direito, e assim por diante.
[Imagem: Universidade Radboud]

Congelamento da marcha

Um dos sintomas mais debilitantes da doença de Parkinson é o chamado congelamento da marcha, quando a pessoa tem a intenção de caminhar, mas seus pés não respondem.

O congelamento da marcha pode durar de segundos a minutos e geralmente é desencadeada pelo estresse de um ambiente desconhecido ou quando passa o efeito da medicação. Como o pé permanece colado no chão, mas a parte superior do corpo continua a avançar, a pessoa perde o equilíbrio e cai.

A solução para esse problema pode estar em sapatos com raios laser, desenvolvidos pela pesquisadora Murielle Ferraye e seus colegas das universidades de Twente e Radboud (Holanda).

O laser projeta linhas no chão para orientar os passos do paciente, ajudando a desencadear os movimentos dos pés, beneficiando significativamente o usuário.

Sapatos com laser

Os sapatos a laser se aproveitam de um fenômeno único experimentado pelos pacientes de Parkinson: Ao olhar conscientemente objetos no chão, como as linhas de um padrão zebrado, similares a um tabuleiro de damas, e pisando sobre eles, os pacientes são capazes de superar as travadas durante a caminhada. Essas dicas visuais ativam circuitos no cérebro, liberando os bloqueios e permitindo que a pessoa continue andando. É por isso que muitos pacientes de Parkinson usam tapetes com padronagem xadrez em casa.

Com os sapatos laser, essas dicas visuais podem ser aplicadas continuamente no cotidiano, mesmo fora de casa, permitindo caminhar melhor e dando mais segurança aos pacientes.

O princípio é simples: após o contato do pé com o chão, o sapato esquerdo projeta uma linha à frente do pé direito. O paciente anda sobre ou em direção à linha, o que ativa o laser no sapato direito, e assim por diante.

O número de episódios de congelamento da marcha foi reduzido em 46% com o uso dos sapatos a laser, além do que a duração desses episódios foi reduzida pela metade. Ambos os efeitos foram mais fortes em pacientes enquanto eles ainda não haviam tomado seus medicamentos.

"Nossos testes foram administrados em um ambiente controlado de laboratório com e sem medicação. Será necessário agora fazer pesquisas adicionais no ambiente cotidiano," disse Murielle Ferraye.


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