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30/03/2012

Segurar uma arma faz você pensar que outros também estão armados

Redação do Diário da Saúde
Segurar uma arma faz você pensar que outros também estão armados
Uma pessoa armada tem uma tendência muito maior para confundir como uma arma o que é na verdade um telefone celular ou uma lata de refrigerante. [Imagem: University of Notre Dame]

Violência gera violência

Uma descoberta surpreendente pode lançar novas luzes sobre a questão da violência policial, assim como dar novas alertas sobre como se comportar em situações de ameaça, como durante um assalto.

Portar uma arma aumenta a tendência das pessoas a "ver" armas nas mãos dos outros, demonstraram James Brockmole e seus colegas da Universidade de Notre Dame (EUA).

Os experimentos demonstraram que uma pessoa armada tem uma tendência muito maior para confundir como uma arma o que é na verdade um telefone celular ou uma lata de refrigerante, segurados por outra pessoa.

Reação a armas

Os voluntários participaram dos experimentos enquanto mantinham nas mãos, ou uma arma de brinquedo, ou um objeto neutro, como uma bola de espuma.

Os pesquisadores variaram a situação em cada experimento - como colocar máscaras nas pessoas, usar pessoas de várias raças ou alterar a forma de reação dessas pessoas quando elas percebiam que o voluntário que estava sendo analisado estava segurando uma arma.

Independentemente da situação, o estudo mostrou que ter uma arma na mão gerou uma tendência na pessoa a gritar "arma presente" mais do que quando tinha uma bola na mão.

Assim, em virtude de proporcionar ao sujeito a oportunidade de usar uma arma, este se tornou mais propenso a classificar objetos em uma cena como uma arma e, como resultado, a um comportamento induzido pela ameaça, tal como levantar a arma de fogo para atirar.

Implicações teóricas e práticas

O estudo mostrou que a capacidade para agir é um fator determinante nos efeitos verificados. Por exemplo, simplesmente ver uma arma na cena não alterou o comportamento dos voluntários.

Mas segurar e poder usar a arma fez toda a diferença.

"Além das implicações teóricas para a percepção de eventos e identificação de objetos, essas descobertas têm implicações práticas para a aplicação da lei e a segurança pública," disse Brockmole.


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