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21/09/2016

Sexo na terceira idade afeta homens e mulheres de forma oposta

Redação do Diário da Saúde

Sexo na terceira idade

Ter relações sexuais com frequência - e ter prazer nessa prática - coloca os homens mais velhos em maior risco de ataques cardíacos e outros problemas cardiovasculares.

Para as mulheres da mesma idade, no entanto, o sexo considerado prazeroso pode na realidade diminuir o risco de hipertensão.

Essas conclusões um tanto surpreendentes são o resultado do primeiro estudo em grande escala a avaliar como o sexo afeta a saúde do coração em pessoas mais velhas.

"Estes resultados contestam a suposição generalizada de que o sexo traz benefícios à saúde uniformes para todos," resumiu a professora Hui Liu, da Universidade de Michigan (EUA).

Agradável mas perigoso

A equipe analisou dados de 2.204 pessoas com idades entre 57 e 85 anos, quando a primeira onda de dados foi coletada, entre 2005 e 2006; outra rodada de dados foi coletada cinco anos depois. O risco cardiovascular foi medido pela hipertensão arterial, ritmo cardíaco rápido, níveis de proteína C-reativa e eventos cardiovasculares como ataque cardíaco, insuficiência cardíaca e acidente vascular cerebral.

Os homens que tiveram relações sexuais uma vez por semana ou mais se mostraram muito mais propensos a experimentar eventos cardiovasculares cinco anos mais tarde do que os homens que estavam sexualmente inativos, segundo o estudo. Este risco não foi identificado entre as mulheres.

"Surpreendentemente, descobrimos que fazer sexo uma vez por semana ou mais coloca os homens mais velhos sob um risco de eventos cardiovasculares que é quase duas vezes maior do que os homens mais velhos que são sexualmente inativos," disse Liu. "Além disso, os homens que caracterizam o sexo com sua parceira como extremamente agradável ou satisfatório tiveram maior risco de eventos cardiovasculares do que homens que não se sentem assim."

Exercício demais e medicação

A equipe levanta algumas hipóteses para explicar os resultados.

"Como os homens mais velhos têm mais dificuldades em atingir o orgasmo, por razões médicas ou emocionais, do que os mais jovens, eles podem se levar a um maior grau de exaustão e criar mais estresse em seu sistema cardiovascular, a fim de atingir o clímax," comentou a pesquisadora.

Os níveis de testosterona e o uso de medicação para melhorar a função sexual também desempenham um papel nesse aumento de risco. "Embora a evidência científica ainda seja rara," disse Liu, "é provável que essa medicação sexual ou suplementos tenham efeitos negativos na saúde cardiovascular dos homens mais velhos."

Mulheres

Para as mulheres, a história é totalmente diferente.

As participantes do sexo feminino que caracterizaram o sexo como extremamente agradável ou satisfatório apresentaram menor risco de hipertensão cinco anos mais tarde do que as participantes que não se sentiam assim.

Os resultados foram publicados no Journal of Health and Social Behavior.


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