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01/02/2012

Cientistas decodificam sinais do cérebro e revelam o que a pessoa ouve

Redação do Diário da Saúde
Cientistas decodificam sinais do cérebro e revelam o que a pessoa ouve
Raio X da cabeça dos voluntários, mostrando os eletrodos usados para coletar os dados de seu sistema auditivo - o programa não lê os pensamentos, decodifica o que a pessoa está ouvindo. [Imagem: Adeen Flinker/UC Berkeley]

Ouvir o que está sendo ouvido

Em um futuro não tão distante, os médicos poderão ser capazes de ouvir a fala de um paciente temporariamente incapacitado de falar.

Neurocientistas da Universidade de Berkeley (EUA) desenvolveram uma técnica para decodificar as ondas neurais dos pacientes, mostrando as palavras que seu cérebro estava processando.

Mas não se trata de "ler pensamentos": a técnica decodifica as palavras que o paciente está ouvindo, e não aquelas nas quais ele possa estar pensando.

As palavras são decodificadas e verbalizadas por um programa de computador.

Imagens e sons no cérebro

Em 2008, a equipe ganhou as manchetes no mundo todo ao anunciar a possibilidade de construção de um equipamento capaz de escanear o cérebro para reproduzir imagens do que o dono do órgão está vendo, imaginando ou até mesmo sonhando.

Agora eles demonstraram que isso é possível não apenas com imagens, mas também com sons.

Brian Pasley e seus colegas decodificaram os sinais elétricos do lobo temporal do cérebro - a área responsável pelo processamento do sistema auditivo - conforme a pessoa ouve uma conversação normal.

Com base na correlação entre o som e a atividade cerebral, eles criaram um programa de computador que identifica as palavras que a pessoa ouviu partindo unicamente dos sinais lidos do cérebro.

Cautela

Mas ainda falta um pouco para que os médicos possam ouvir os pacientes paralisados.

Ocorre que a pesquisa demonstrou a verbalização por computador das palavras que o paciente ouve, mas não daquelas nas quais ela pensa antes de falar.

"Esta pesquisa é baseada nos sons que a pessoa ouve. Mas para usá-la para reconstruir conversações pensadas, esses princípios teriam que se aplicar às verbalizações internas da pessoa," previne Pasley.

Há alguns indícios de que ouvir o som e imaginar o som ativam as mesmas áreas do cérebro, mas isto ainda não foi coberto pela pesquisa que acaba de ser publicada na revista científica PLoS Biology.


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