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31/12/2012

Somos essencialmente honestos - exceto fora de casa

Redação do Diário da Saúde

Dor da mentira

Nós somos mais honestos do que se pode imaginar, diz um novo estudo realizado por uma equipe das universidades de Oxford (Reino Unido) e da Universidade de Bonn (Alemanha).

A pesquisa sugere que falar uma mentira é "doloroso", mas isso só é perceptível quando estamos em nossas próprias casas.

Assim, embora possa nos incomodar falar mentiras em casa, somos menos cuidadosos nesse aspecto no trabalho, onde somos mais propensos a tentar "dobrar" a verdade a nosso próprio favor.

Teste de honestidade

Os pesquisadores realizaram testes de honestidade muito simples, mais muito eficazes.

Eles ligaram para 658 pessoas na Alemanha e lhes pediram para jogar uma moeda - se desse cara a pessoa não ganharia nada, mas se desse coroa ela ganharia um vale-presente no valor de €15.

Os cientistas não tinham como aferir objetivamente o resultado exato de jogar a moeda em cada caso. Mas, no total, centenas de pessoas jogando uma moeda dará uma proporção de caras e coroas muito próximo dos 50% para cada resultado.

Verificando o quanto os resultados relatados pelas próprias pessoas fugiam desse equilíbrio, é possível ter uma medida da honestidade geral do grupo com muita precisão.

Honestidade íntima

O grupo que atendeu o telefone em casa relatou 55,6% de resultados cara, o que significa que essas pessoas não ganharam nada. 44,4% afirmaram que o arremesso deu coroa, levando seu prêmio.

Quando o estudo foi feito em laboratório, contudo, nada menos do que 75% dos participantes afirmaram ter tirado coroa, levando o prêmio - um resultado muito distante da distribuição normal 50/50.

Todos os participantes, nas duas etapas, responderam questões sobre gênero, idade, religião e visões da importância da honestidade. Mas nenhuma correlação foi encontrada entre os resultados e esses aspectos.

Nem tudo são lucros

A conclusão dos pesquisadores é que as pessoas são mais honestas quando estão em suas casas do que quando estão em ambientes externos, como a escola ou o trabalho.

Os economistas consideram que as pessoas estão sempre em busca de elevar seus ganhos - nestes experimentos, o "custo" de mentir é praticamente nulo em relação aos ganhos, logo, eles esperavam um índice de desonestidade muito maior.

Mas a realidade desmentiu a teoria do homo economicus.

"Uma teoria é que ser honesto está arraigado profundamente na forma como queremos perceber a nós mesmos e é muito importante para a nossa autoidentidade," disse o economista Johannes Abeler, um dos idealizadores do teste.

Mas por que perdemos esse senso de autoidentidade quando estamos fora casa é algo que ainda está por ser esclarecido.

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