Substância da Amazônia diagnostica tuberculose sem riscos

Pesquisadores do INPA (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia) e da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) desenvolveram uma nova técnica para diagnosticar a tuberculose.

A técnica substitui os compostos químicos usados hoje por uma substância natural encontrada em plantas da Amazônia e em microrganismos naturais.

Hoje o diagnóstico da tuberculose é feito por meio da baciloscopia, na qual são utilizados corantes sintéticos (a carbolfucsina) e reagentes para detectar a presença de micróbios causadores da doença.

O problema é que há riscos envolvidos no exame, uma vez que os corantes utilizados no diagnóstico são indutores de desenvolvimento de câncer ou tóxicos à saúde do homem e ao meio ambiente.

"Após 130 anos, utilizando-se a mesma técnica para diagnosticar a tuberculose e sabendo-se que os corantes e reagentes utilizados são cancerígenos ou tóxicos para o homem e para o meio ambiente, surgiu a ideia de substituir os corantes sintéticos por uma substância natural", explica a Dra. Júlia Ignez Salem.

Os nomes das plantas e dos microrganismos estão sendo mantidos em sigilo porque a pesquisa gerou o pedido de duas patentes no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI).

Ainda não há previsão de quando o novo exame estará disponível para a população, uma vez que isso depende de negociações com empresas fabricantes de medicamentos.

Recentemente o Ministério da Saúde incluiu no SUS o uso de um exame rápido de tuberculose baseado em técnicas de biologia molecular.

A tuberculose é uma doença infecciosa e contagiosa, causada pelo micróbio Mycobacterium tuberculosis, conhecido como bacilo de Koch (por causa do seu descobridor Robert Koch).

A doença atinge principalmente os pulmões, mas pode afetar outras partes do corpo, como gânglios, rins, ossos, intestinos e meninges.


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