Médico competente e que se importa com os pacientes: sonho impossível?

Médico competente e que se importa com os pacientes: sonho impossível?

[Imagem: Pinnacle Management Services]

Supermédicos

Os pacientes e suas famílias querem médicos talentosos e competentes para fazer os diagnósticos e conduzir os tratamentos.

Mas eles querem também que o médico tenha habilidades interpessoais e a inteligência emocional necessária para que ele interaja adequadamente com todos e saiba passar adequadamente todas as informações mesmo nas situações mais estressantes.

Embora haja exemplos desses supermédicos, eles são muito raros. Mas transformar um "médico comum," do tipo normalmente produzido quando um ser humano comum se forma numa faculdade de medicina, em um médico técnica e emocionalmente competente, pode ser possível.

Humanização da medicina

Esta é a conclusão de uma pesquisa que demonstra que o treinamento para tornar os médicos mais humanistas é factível e produz resultados facilmente mensuráveis. O trabalho foi publicado do exemplar de Janeiro do jornal científico Academic Medicine.

"Humanismo em medicina não é sentar-se no consultório e começar a cantar músicas agradáveis para os pacientes, trata-se de levar em conta as preocupações e os valores individuais dos pacientes durante o seu tratamento," explica o Dr. Richard Frankel, coautor do estudo.

"Esses valores estão claramente ligados a uma melhor qualidade no tratamento e à diminuição dos erros médicos, resultando em melhor satisfação para todos," complementa o médico.

Tratar do paciente e não da doença

Para eliminar possíveis tendências do ensino da medicina em uma determinada escola, o estudo foi feito em cinco faculdades de medicina diferentes nos Estados Unidos (Emory University School of Medicine, Indiana University School of Medicine, University of Rochester School of Medicine, Baylor College of Medicine e University of Minnesota Medical School).

"Tradicionalmente, os currículos dos cursos de medicina têm focado a patofisiologia das doenças e negligenciado justamente o impacto real da doença sobre a experiência social e psicológica do paciente, ou seja, a sua experiência de estar doente. É nesta interseção que o humanismo desempenha um papel de profunda importância," diz o Dr. Frankel.

O estudo detalha as práticas e recomendações que podem ser adotadas nos cursos de medicina para formar médicos com competência para lidar dos pacientes, e não apenas das doenças.

"Como educadores, nós desejamos estimular a formação de médicos que sejam competentes, tanto tecnicamente quanto interpessoalmente. Os pacientes, suas famílias, e o público em geral, não esperam menos do que isso de nós. Este estudo sugere vários processos a serem adotados nas faculdades que nos ajudarão a alcançar esses objetivos de forma mais efetiva," conclui Thomas Inui, outro participante da pesquisa.


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