Superproteína protege contra danos de ataque cardíaco

Superproteína protege contra danos de ataque cardíaco
Depois de um ataque cardíaco, as células do coração, em vermelho, ficam estressadas pela falta de oxigênio. Quando a superproteína, em verde, é expressa no coração, ela é ativada e protege essas células do estresse oxidativo.
[Imagem: Joan Taylor]

Proteína FAK

Pesquisadores conseguiram reduzir em 50% os danos de um ataque cardíaco otimizando uma proteína protetora natural do organismo.

A proteína, chamada FAK (focal adhesion kinase, ou quinase de adesão focal), é encontrada em humanos e em camundongos, que foram utilizados para realizar os testes.

"Este estudo mostrou que nós podemos melhorar as rotas de sobrevivência celular para proteger as células do coração durante um ataque cardíaco," diz a Dra. Joan Taylor, da Universidade da Carolina do Norte (EUA).

Ela acrescenta que os resultados poderão não apenas levar a novos tratamentos para os ataques do coração, como também ter auxiliar no desenvolvimento de técnicas para manipular as defesas naturais do organismo de maneira geral.

Superproteína

Durante um ataque cardíaco, as células cardíacas que ficam sem oxigênio emitem sinais que ativam a proteína FAK, que normalmente fica inerte.

Se a FAK atender o chamado a tempo, ela pode salvar a célula, reduzindo o dano permanente ao coração.

Mas, como bem se sabe pelo resultado dos ataques cardíacos, nem sempre a FAK recebe ou consegue chegar a tempo de acudir as células.

Por isso, os pesquisadores criaram uma "super FAK", com superpoderes para proteger as células.

A diferença é que ela teve seu mecanismo de ativação otimizado, tornando-se mais sensível, capaz de atender à menor sinalização emitida pelas células do coração.

Segundo os pesquisadores, para evitar os efeitos colaterais, foram mantidos os mecanismos que mantêm a superproteína sob controle do sistema natural de feedback do organismo, responsável por desativá-la quando a crise passa.

Ação da quimioterapia sobre o coração

Camundongos com a SuperFAK apresentaram uma resposta muito maior do que a resposta da FAK normal durante um ataque cardíaco - isso resultou em um dano ao coração 50% menor três dias depois do ataque cardíaco.

"Acredito que poderemos usar essa ideia para explorar mutações em outras moléculas - pensando em como modificar as proteínas, mas mantendo-as sujeitas ao controle natural," disse Taylor.

Os resultados também poderão ser importantes para pacientes de quimioterapia.

Alguns medicamentos que compõem as quimioterapias destroem a proteína FAK, deixando o coração dos pacientes mais vulnerável a danos.


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