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11/10/2011

Suplementos vitamínicos diminuem expectativa de vida de mulheres

Redação do Diário da Saúde

Suplemento mortal

Determinados suplementos vitamínicos foram associados com um pequeno aumento no risco de morte em mulheres idosas.

O estudo sugere que o consumo de suplementos dietéticos, incluindo multivitamínicos, ácido fólico, ferro e cobre, entre outros, diminui a expectativa de vida das mulheres na faixa dos 50 e 60 anos.

O estudo foi publicado hoje na revista médica Archives of Internal Medicine.

Uso de suplementos

O finlandês Jaakko Mursu usou dados dos Estados Unidos para estudar a associação entre a taxa de mortalidade e ingestão de suplementos de vitaminas e minerais.

Foram pesquisadas 38.772 mulheres com idade média de 61,6 anos, que relataram seu consumo de suplementos vitamínicos e minerais em 1986, 1997 e 2004.

O uso de suplementos cresceu muito entre 1986 e 2004. Em 1986, 62,7% das mulheres tomavam pelo menos um suplemento por dia; esse número passou para 75,1% em 1987 e 85,1% e 2004.

Só em caso de doença

Os cientistas concluíram que o uso de multivitaminas, vitamina B6, ácido fólico, ferro, magnésio, zinco e cobre apresentou uma associação com um maior risco de morte.

O risco mais elevado foi associado com a ingestão de ferro.

O único suplemento que teve um efeito contrário, elevando a expectativa de vida, foi o cálcio.

Embora a elevação do risco de morte seja pequena (2,4%) era de se esperar, se esses suplementos realmente fossem saudáveis e úteis, que houvesse um aumento na expectativa de vida.

"Com base nas evidências existentes, nós vemos poucas justificativas para o uso geral e disseminado dos suplementos," concluem os autores. "Nós recomendamos que eles sejam usados apenas com fortes razões médicas, tais como doenças e deficiências nutricionais sintomáticas."

Mais não é sempre melhor

Os médicos Goran Bjelakovic e Christian Gluud, que não participaram da pesquisa, comentaram os resultados afirmando que eles "somam-se a uma crescente evidência demonstrando que certos suplementos antioxidantes, como vitamina E, vitamina A, e beta-caroteno, podem ser perigosos".

"A suplementação dietária mudou de um preventivo contra deficiências para tentativas de promover a saúde e o bem-estar," escrevem os dois comentaristas. "Nós acreditamos que o paradigma 'Quanto mais melhor' está errado."

"Nós não podemos recomendar o uso de suplementos de vitaminas e minerais como uma medida preventiva, pelo menos não em uma população bem nutrida," concluem eles.


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