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15/09/2014

Temperatura da respiração pode identificar câncer de pulmão

Lauren Anderson
Temperatura da respiração pode identificar câncer de pulmão
A temperatura do ar que exalamos na respiração normal pode servir de parâmetro para diagnosticar o câncer de pulmão. [Imagem: European Lung Foundation]

A temperatura do ar que exalamos na respiração normal pode servir de parâmetro para diagnosticar o câncer de pulmão.

Muitas equipes de pesquisa têm trabalhado no desenvolvimento de meios para utilizar monitores da respiração para detectar uma série de tipos de câncer - mas esses trabalhos geralmente baseiam-se na detecção de moléculas exaladas pela respiração.

Este parece ser o primeiro estudo que avaliou variações mínimas de temperatura na respiração como um indicador da presença do câncer de pulmão.

Temperatura da respiração

Os pesquisadores examinaram 82 pessoas que tinham sido encaminhadas para um diagnóstico completo após um raio X sugerir a presença de câncer de pulmão - 40 pacientes receberam diagnóstico positivo, e 42 pacientes tiveram o diagnóstico rejeitado.

Ao mesmo tempo em que faziam o diagnóstico, os médicos mediram também a temperatura do ar exalado por todos os pacientes, utilizando um termômetro especial, chamado X-Halo.

Os resultados demonstraram que os pacientes com câncer de pulmão apresentaram uma temperatura maior na expiração do que aqueles sem a doença. A temperatura também aumentou com o número de anos que uma pessoa fumava e com o estágio do câncer de pulmão.

A equipe afirma que medir a temperatura do ar expirado é um método simples e não invasivo para confirmar ou rejeitar um diagnóstico da doença.

"Esta é uma descoberta significativa e pode mudar a forma como diagnosticamos a doença. Se formos capazes de refinar um exame para diagnosticar o câncer de pulmão medindo a temperatura da respiração, vamos melhorar o processo de diagnóstico, diminuindo o estresse dos pacientes e criando um exame que também é mais barato e mais simples para os médicos," disse a Dra. Giovanna Elisiana Carpagnano, da Universidade de Foggia (Itália).

Isto permitiria, por exemplo, que o clínico geral analisasse o raio X inicial em conjunto com a medição da temperatura, evitando o estresse e os custos do diagnóstico completo.


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