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11/07/2012

Ficar menos tempo sentado aumenta expectativa de vida

Com informações da BBC

Esperar sentado

Passar menos tempo sentado pode ajudar a viver mais.

Segundo cálculos dos cientistas, limitar o tempo sentado a não mais do que três horas por dia poderia adicionar dois anos à nossa expectativa de vida.

Eles acrescentam que restringir o tempo que passamos em frente à TV a duas horas por dia poderia acrescentar 1,4 anos à nossa expectativa de vida.

O estudo, baseado em cinco estudos populacionais diferentes, foi realizado por pesquisadores do Centro de Pesquisas Médicas Pennington (EUA) e publicado na revista científica British Medical Journal.

Senta ou vá embora

Como sempre ocorre com levantamentos estatísticos desse tipo, nem todos os especialistas concordam com os resultados.

Por outro lado, são cada vez mais fortes os indicativos de que, quanto mais tempo passamos sentados, menos saudáveis nós somos.

O que é fato é que poucos trabalhadores conseguirão ficar apenas duas horas sentados no escritório sem correrem o risco de serem demitidos - e o desemprego pode causar mais problemas de saúde do que ficar sentado muito tempo.

A recomendação médica para exercícios entre adultos é de pelo menos duas horas e meia de atividade aeróbica de intensidade moderada (como andar de bicicleta ou caminhar rápido) por semana, além de duas sessões semanais de exercícios para fortalecer os músculos.

Estimativas teóricas

Vários estudos vincularam sentar e assistir TV a enfermidades como diabetes e doenças cardíacas, bem como um risco maior de morte.

Identificar uma relação entre o tempo que passamos sentados e longevidade, no entanto, não significa provar que uma coisa de fato causa a outra.

Os próprios pesquisadores admitem que o estudo tem pontos fracos, o que torna as revelações menos confiáveis - por exemplo, não foram investigados os diferentes estilos de vida dos indivíduos envolvidos e nem se eles já tinham problemas de saúde no início do estudo.

Os especialistas responsáveis, Peter Katzmarzyk e I-Min Lee, enfatizam que suas estimativas são teóricas.

Mas uma vez que os adultos pesquisados relataram ter passado, em média, a metade de seus dias sentados "fazendo atividades sedentárias", as conclusões do estudo podem representar um importante alerta de saúde pública.


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