Terapia com ondas de som é primeira alternativa ao Viagra em 15 anos

Terapia por ondas de choque extra-corporais

Uma terapia com ondas sonoras acaba de tornar-se a primeira alternativa ao Viagra em mais de 15 anos.

A droga sildenafila e similares aumentam o fluxo sanguíneo para o pênis, mas os homens que utilizam o medicamento têm que planejar o sexo em função da droga, e os efeitos colaterais podem incluir dores de cabeça, tonturas, congestão nasal e perda auditiva súbita.

A alternativa que emerge agora, chamada terapia por ondas de choque extra-corporais (TOCE), pode oferecer uma solução de longo prazo, de acordo com uma série de estudos discutidos por especialistas durante a reunião anual da Sociedade Europeia de Medicina Sexual, em Madrid (Espanha).

Efeitos de longa duração

Um dos estudos sobre a estimulação por ondas sonoras envolveu 112 homens com disfunção erétil. Metade recebeu cinco doses semanais de ondas sonoras de baixa intensidade dirigidas em seis locais ao longo do pênis. A outra metade recebeu um placebo.

No início do estudo, nenhum dos homens era capaz de ter relações sexuais com penetração sem medicação. No final, 57% deles estavam tendo relações sexuais, em comparação com 9% dos homens que receberam o placebo (Scandinavian Journal of Urology, doi.org/bch9).

O tratamento parece aumentar o fluxo sanguíneo para o pênis, estimulando o crescimento de novos vasos sanguíneos, sugerindo que o tratamento poderia ter efeitos de longa duração.

Padronização

Não foi identificado ainda nenhum efeito colateral da estimulação peniana por ondas sonoras, uma vez que as ondas usadas são de energia muito baixa.

Antes que possa chegar aos pacientes, contudo, os protocolos de tratamento com a técnica precisarão ser padronizados, o que exigirá testes clínicos com maior número de pacientes de disfunção erétil.


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