Terapia de varejo não aumenta autoestima

Terapia de varejo

Tentando projetar uma imagem de sucesso, eventualmente para se dar bem em uma entrevista de emprego ou para se livrar de um revés?

Normalmente as pessoas fazem isto usando o que os psicólogos chamam de "terapia de varejo", comprando roupas e acessórios mais caros para "vender" uma boa imagem ou como mecanismo compensatório de um fracasso.

O problema é que essa tática não apenas parece não funcionar bem, como pode ter o efeito oposto.

"Quando as pessoas passam por uma ameaça psicológica envolvendo como elas veem a si mesmas, adquirir produtos que sinalizem realização econômica na mesma área da vida pode ironicamente levá-las a se debruçar sobre suas deficiências.

"Isto pode exaurir seus recursos mentais e prejudicar seu autocontrole," escreveram Monika Lisjak e seus colegas de quatro universidades norte-americanas, que publicaram um artigo intitulado "Perigos do Consumo Compensatório" no Journal of Consumer Research.

Consumo Compensatório

No consumo compensatório, a pessoa tende a comprar algo que reforce a área em que falhou, como um livro ou leitor eletrônico após ter falhado em uma questão que envolvia inteligência, como uma prova. Ocorre que isso apenas a leva a se concentrar mais na própria deficiência.

"O consumo às vezes pode compensar os nossos erros e falhas, mas isso nem sempre funciona. As pessoas que usam produtos para aumentar seu sentido de autoestima tendem a se debruçar sobre suas falhas, prejudicando sua capacidade de exercer o autocontrole.

"Depois de experimentar um revés em uma área da sua vida, as pessoas poderiam se dar melhor reforçando seu sentido de autonomia em uma área diferente da vida. Por exemplo, uma pessoa cuja inteligência é questionada pode se dar melhor sinalizando sua autoestima socialmente, em vez de tentar afirmar a sua inteligência," concluem os autores.


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