Terapias que não funcionam para autismo continuam em moda

As dificuldades de comunicação das crianças com Transtorno do Espectro Autista, ou autismo, podem estar levando os pais e educadores a tentar qualquer coisa para compreender os pensamentos, necessidades e desejos dessas crianças.

Infelizmente, parece que os especialistas em psicologia e distúrbios de comunicação nem sempre têm êxito em comunicar sua ciência mais recente tão bem.

Isto tem tornado os pais e educadores envolvidos com o autismo vulneráveis a intervenções e terapias que já foram desacreditadas, afirma o Dr. Scott Lilienfeld, psicólogo da Universidade de Emory (EUA).

Falsa esperança

Apesar de dificilmente se poder referir a conclusões de estudos científicos como conclusões definitivas - há muitas variáveis envolvidas, incluindo metodologia, amplitude da pesquisa, interpretação dos dados etc. -, Lilienfeld acredita poder enumerar várias terapias que já foram tentadas mas que não apresentaram resultados consistentes nos estudos.

Ele e seus colegas citam como ineficazes as dietas livres de glúten e caseína, as intervenções antifúngicos, a terapia de quelação, palmilhas magnéticas, sessões de oxigênio hiperbárico, coletes com pesos, enemas, injeções de células-tronco e várias outras.

A equipe publicou seu ponto de vista na revista científica Evidence-Based Communication Assessment and Intervention.

"A esperança é algo muito importante, eu tenho uma forte crença nela," disse Lilienfeld. "Mas a falsa esperança, impulsionada por terapias desacreditadas, pode ser cruel e pode impedir as pessoas de tentar uma intervenção que poderia trazer benefícios reais."

Lilienfeld e seus colegas ressaltam a necessidade premente de os especialistas na área do autismo comunicarem melhor ao público sobre não apenas o que funciona para tratar da doença, mas também do que não funciona.


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