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18/01/2013

Teste de sentar e levantar revela risco de morte por qualquer causa

Redação do Diário da Saúde
Teste de sentar e levantar indica risco de morte por qualquer causa
O TSL pode ser executado em qualquer ambiente, sem a necessidade de aparelhagem específica nem contato físico entre médico e paciente.[Imagem: Divulgaçao/UGF]

Teste de Sentar-Levantar

Um exame simples, chamado Teste de Sentar-Levantar (TSL), desenvolvido pelo Dr. Cláudio Gil Araújo, da Universidade Gama Filho (RJ), está obtendo grande repercussão internacional.

O TSL é capaz de avaliar o nível de condicionamento muscular do paciente, revelando suas chances de mortalidade, e não exige equipamentos.

Para comprovar sua tese, o médico avaliou 2,2 mil adultos entre 51 e 80 anos.

"Concluímos que os pacientes com pior desempenho, aqueles que apresentam notas entre 0 e 3, têm 5,4 vezes mais chances de morrer por todas as causas", conta Dr. Cláudio.

Os resultados da pesquisa foram publicados em dezembro de 2012 na European Journal of Preventive Cardiology, uma das revistas mais conceituadas da área, editada pela Sociedade Europeia de Cardiologia.

"Os resultados estão sendo difundidos por todo o mundo. Já fizemos uma busca rápida na internet e observamos mais de 400 reportagens publicadas, em mais de 60 países, entre eles Estados Unidos, França e Alemanha," comenta.

Condicionamento físico e risco cardiovascular

Segundo o médico cardiologista, o TSL (Teste Sentar-Levantar) foi idealizado após observar que potência muscular, flexibilidade, equilíbrio e coordenação motora também podem ser relacionados a fatores de risco cardiovascular.

O TSL pode ser executado em qualquer ambiente, sem a necessidade de aparelhagem específica nem contato físico entre médico e paciente. Basta a utilização de roupas confortáveis que não limitem os movimentos de braços e pernas e um tapete antiderrapante para evitar, principalmente, que pessoas idosas escorreguem.

O paciente começa o teste com um total de 10 pontos, cinco para sentar-se e outros cinco para levantar-se do chão, usando o mínimo de apoio necessário e sem se preocupar com a velocidade de execução do movimento.

Subtraindo um ponto para cada suporte usado, que podem ser as mãos, o joelho ou a parte lateral da perna, e diminuindo também meio ponto se houver perda de equilíbrio, o teste busca relacionar a pontuação obtida com o risco de mortalidade do indivíduo.

Risco de morrer

Os pacientes com pior desempenho, com notas entre 0 e 3, têm 5,4 vezes mais chances de morrer por todas as causas.

A aferição foi feita acompanhando os pacientes avaliados por cerca de seis anos.

"Entre aqueles que haviam apresentado pior desempenho no teste, 19,2% faleceram, enquanto no grupo que teve boa pontuação, com notas entre 8 a 10, esse índice foi de apenas 3,6%", relata o pesquisador.

Dr. Cláudio ressalta que a pontuação não é uma condenação nem um prognóstico de vida longa, visto que pode melhorar ou piorar de acordo com os hábitos adquiridos pelo paciente.

O próximo passo do estudo é reavaliar os participantes para observar como mudanças no estilo de vida e de alimentação podem influenciar na nota inicial. "Para aqueles com idade avançada, manter uma alta pontuação já obtida é uma boa notícia", lembra.


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