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26/03/2013

Cientistas criam tomate que imita ação do colesterol bom

Redação do Diário da Saúde
Tomate transgênico imita ação do colesterol bom
Plantação e tomates geneticamente modificados. À direita, as artérias dos animais alimentados com o tomate, apresentando menor acúmulo de placas que levam a eventos cardiovasculares potencialmente fatais.[Imagem: UCLA]

Tomate com colesterol bom

Cientistas criaram um tomate geneticamente modificado que produz um peptídeo que imita a ação do HDL, o chamado colesterol bom.

Os primeiros experimentos, realizados em animais, mostram que as cobaias que ingeriram o tomate tiveram menos inflamações e menor acúmulo de placas nas artérias.

"Este é um dos primeiros exemplos de um peptídeo que age como a principal proteína no colesterol bom, e pode ser introduzido no corpo simplesmente comendo-se o fruto," disse o Dr. Alan Fogelman, da Universidade da California em Los Angeles (EUA).

Segundo o pesquisador, o peptídeo não precisa ser isolado ou purificado - ele é totalmente ativo tão logo o tomate seja comido.

Quando os animais comeram o tomate, o peptídeo tornou-se ativo no intestino delgado, mas não no sangue, sugerindo que o intestino pode ser um alvo mais promissor para evitar doenças induzidas pela dieta, como a aterosclerose, uma doença que pode levar a ataques cardíacos e derrames.

"Parece que o mecanismo de ação do tomate produtor de peptídeo envolve alterações no metabolismo dos lipídios no intestino, o que impacta positivamente o colesterol," disse Srinavasa Reddy, coautor do estudo.

O peptídeo, chamado 6F, imita a ação da proteína apoA-1, considerada a mais importante na lipoproteína de alta densidade (HDL na sigla em inglês), o colesterol bom.

O tomate rico no componente do colesterol bom ainda não está aprovado para testes em humanos.

Mas os cientistas acreditam que essa possibilidade é melhor porque não se tratará de um medicamento, mas de um alimento funcional, com chances de ser melhor tolerado pelo organismo do que um remédio.

Se isto não for possível, contudo, o peptídeo poderá ser fabricado na forma de um suplemento, aí sim, funcionando como um medicamento.


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