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07/06/2012

Várias tomografias na infância aumentam risco de câncer

Redação do Diário da Saúde
Várias tomografias na infância aumentam risco de câncer
Como emprega raios X, a tomografia computadorizada dispara uma dose de radiação ionizante para a parte do corpo a ser digitalizada e para os tecidos circundantes. [Imagem: Wikimedia/NithinRao]

Muitas tomografias na infância

Crianças e adolescentes que fazem vários exames de tomografia computadorizada têm um maior risco de desenvolver câncer cerebral ou leucemia nos próximos 10 anos depois dos exames.

Durante as tomografias, um emissor de raios X gira em torno do corpo do paciente para produzir imagens detalhadas dos órgãos internos.

O exame é sugerido após acidentes graves, para investigar lesões internas, em casos de doenças pulmonares e várias outras situações.

Ponderação entre benefício e risco

Em seu artigo na revista Lancet, os pesquisadores ressaltam que, no caso de uma lesão grave na cabeça ou do desenvolvimento de doenças que ameacem a vida da criança ou adolescente, os "benefícios de tomografias computadorizadas clinicamente adequadas devem superar os riscos futuros de câncer."

"A tomografia computadorizada é rápida e precisa, de modo que deve ser usada quando os seus benefícios imediatos superem os riscos a longo prazo.

"No entanto, agora que demonstramos que o exame aumenta o risco de câncer, temos de nos assegurar que, quando ele for usado, seja plenamente justificado a partir de uma perspectiva clínica," disse o Dr. Mark Pearce, da Universidade de New Castle, líder do estudo.

O estudo acompanhou 175.000 crianças e adolescentes no hospital da universidade e no Instituto Nacional do Câncer dos EUA.

Tomografia computadorizada

A tomografia computadorizada é uma técnica de diagnóstico cada vez mais utilizada, produzindo imagens dos órgãos internos na tela do computador.

No entanto, como emprega raios X, o exame dispara uma dose de radiação ionizante para a parte do corpo a ser digitalizada e para os tecidos circundantes.

Mesmo em doses relativamente baixas, a radiação ionizante pode quebrar as ligações químicas no DNA, causando danos aos genes, que podem aumentar o risco de uma pessoa desenvolver câncer.

As crianças normalmente enfrentam um maior risco de câncer pela exposição à radiação ionizante do que os adultos expostos a doses semelhantes.


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