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06/03/2015

Médico prevê transplante de cabeça em dois anos

Com informações da NewScientist e BBC

Transplante de cabeça ou de corpo

O primeiro transplante de cabeça da história poderia ocorrer em dois anos, segundo uma reportagem publicada nesta semana pela revista NewScientist.

É a possibilidade que estuda uma equipe liderada pelo cirurgião italiano Sergio Canavero, do Grupo de Neuromodulação Avançada de Turim. O grupo deve apresentar a proposta durante uma conferência médica nos Estados Unidos neste ano.

A técnica consistiria em implantar a cabeça de um paciente de doença grave no corpo de um doador que tenha tido morte cerebral - seria mais propriamente um transplante de corpo, mas os especialistas dizem preferir o termo contrário para deixar claro que não é apenas um cérebro que está sendo transplantado para outro corpo, mas a cabeça completa.

Tendo chamado atenção da mídia de todo o mundo para seu trabalho, Canavero agora parece preparar-se para aceitar propostas de países ou centros de pesquisas dispostos a viabilizar seus estudos.

"Se a sociedade não quiser isso, eu não vou fazer. Mas se as pessoas não quiserem nos Estados Unidos ou na Europa, não significa que não será feito em outro lugar. Estou tentando fazer da forma correta. Antes de você ir à lua, tem que ter certeza que as pessoas o seguirão", disse Canavero à NewScientist.

Ele reconhece que a proposta gera muita polêmica e que entraves éticos podem ser uma grande barreira, mas que a cirurgia poderia prolongar a vida de pessoas que sofrem de degeneração dos músculos e nervos ou que tenham câncer.

Problemas médicos e éticos

Outros especialistas ouvidos pela NewScientist, contudo, até acreditam na possibilidade futura de um transplante de corpo - ou de cabeça - mas não em um período tão curto - dois anos - quanto o proposto pelo cirurgião italiano.

Basta ver que até hoje a medicina não consegue recuperar lesões da espinha que tornam as pessoas paraplégicas e, no caso do transplante de cabeça, não apenas os nervos, mas toda a circulação sanguínea e as conexões musculares precisariam ser totalmente reconectadas.

Isto sem contar o sempre presente risco da rejeição de órgãos.

Outros especialistas levantam ainda dilemas éticos, como a possibilidade de que, se der certo, a cirurgia seja usada para fins cosméticos.


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