Transplante de medula reforça combate ao neuroblastoma

Neuroblastoma

O transplante de medula é um tratamento com excelente resposta para tratar crianças com neuroblastoma.

A conclusão é de um estudo realizado pelo médico Jairo Cartum, da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), que avaliou dados clínicos, laboratoriais e terapêuticos de crianças com mais de um ano que tinham neuroblastoma.

O neuroblastoma é um tumor maligno que se desenvolve principalmente em crianças com menos de cinco anos de idade.

A pesquisa analisou a combinação entre quimioterapia e transplante de medula óssea e mostrou que, mesmo quadros clínicos bastante ruins, apresentam significativa melhora com o transplante.

Quimioterapia mais transplante

Das 53 crianças acompanhadas, 23 seguiram para o transplante e 30 permaneceram apenas com a quimioterapia.

O protocolo de tratamento diz que quem tem uma resposta clínica adequada pode seguir para o transplante, ou seja, aqueles que estão respondendo bem ao tratamento e têm boas chances de cura. Quem responde mal a um medicamento convencional não é encaminhado para o transplante.

A conclusão observada foi que os pacientes submetidos ao transplante de medula óssea apresentam melhor sobrevida total em relação ao grupo não submetido a essa modalidade terapêutica.

Esse câncer tem um comportamento clínico curioso quando comparado aos outros tipos de câncer, pois tem potencial para amadurecer e involuir espontaneamente em crianças menores de um ano.

Porém, uma conclusão importante foi a de que quadros mais graves apresentam uma melhora muito maior quando a quimioterapia é complementada pelo transplante de medula óssea. Os pacientes que fizeram o transplante de medula óssea tiveram um prognóstico de cura muito maior.

Ácido retinoico

O estudo também mostrou a eficácia do ácido retinoico no tratamento: pacientes que recebem o ácido tem 14 vezes mais chances de se curar do câncer.

"Alguns trabalhos já vinham sugerindo isso, mas nós comprovamos a importância significativa deste ácido durante o tratamento. Principalmente, porque ele é


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