Travesseiro-avestruz permite tirar cochilo no trabalho

Atmosfera privada

Se você acha estranho alguém dormindo sobre a mesa do escritório, poderá se assustar ainda mais com o "travesseiro-avestruz" criado por designers espanhóis.

Na Espanha, é comum a sesta, o cochilo depois do almoço.

Como nem todos podem ir para casa tirar sua soneca, os projetistas quiseram dar uma mãozinha.

"O travesseiro cria uma atmosfera privada em um contexto público", seja no transporte público, em aeroportos ou mesmo no trabalho, disse Ali Ganjavian, um dos criadores do objeto e sócio do escritório de arquitetura Kawamura-Ganjavian.

O Banana Studios - uma associação de escritórios de projetos - conseguiu arrecadar US$ 126 mil para desenvolver a ideia do travesseiro-avestruz por meio do Kickstarter (site de arrecadação de dinheiro para determinadas causas).

Travesseiro-avestruz permite soneca no trabalho
Travesseiro-avestruz foi idealizado a partir da necessidade dos criadores de se revitalizar durante os horários de trabalho.
[Imagem: BBC]

Necessidade pessoal

"A essência (da ideia) é que a sociedade mudou", afirma Ganjavian. "Antes, dormíamos muito mais. Agora, trabalhamos muito mais horas, e o cansaço a que estamos expostos não é apenas físico, mas mental. Nos esquecemos de nos desconectar."

A invenção surgiu da necessidade dos próprios designers, de fazer uma pausa para se "revitalizar".

"Passamos muito tempo em frente ao computador e há horas em que precisamos descansar, tomar um café, sair um pouco. Criamos (o travesseiro) para nós mesmos," disse Ganjavian.

O conceito por trás da ideia são as chamadas "power naps" - sestas breves e supostamente revigorantes. Ganjavian cita estudos que defendem que as sonecas rápidas estimulam a produtividade.

Design inovador ou constrangedor?

Para alguns, porém, a brincadeira pode parecer cara (o travesseiro custa US$ 75, ou cerca de R$ 130) ou de design um pouco constrangedor para o usuário.

Ganjavian admite que sua equipe levou isso em consideração durante o processo de criação, mas responde alegando que inovar significa correr riscos.

Ele afirma que a bicicleta e o guarda-chuvas também tinham designs considerados ridículos quando foram lançados.

Apesar da extravagância, Ganjavian afirma estar recebendo diversas encomendas e prepara peças para vender no Natal.


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