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10/09/2013

Tripofobia: Médicos descobrem nova fobia na internet

Redação do Diário da Saúde
Tripofobia: medo de buracos
A tripofobia - o medo de buracos - consiste no mal-estar gerado ao olhar por buracos espaçados, geralmente com saliências internas.[Imagem: University of Essex]

Medo de buracos

Será que olhar bolhas de sabão, chocolate aerado ou o centro de uma flor de lótus é suficiente para fazer você suar frio e até se sentir em pânico?

Se for, você pode ser uma vítima de uma fobia da qual provavelmente nunca tenha ouvido falar - a tripofobia, ou o medo de buracos.

Para os tripofóbicos, a visão de grupos de furos em várias formações pode causar reações intensamente desagradáveis, que vão do suor e do aumento da frequência cardíaca até enxaquecas graves e ataques de pânico.

A tripofobia é tão recente que ainda não faz parte dos manuais de diagnósticos médicos.

Os primeiros estudos sobre a condição estão sendo feitos por Geoff Cole e Arnold Wilkins, da Universidade de Essex, na Inglaterra.

E sabe como eles descobriram a nova fobia? Na internet, onde inúmeras pessoas relatam a condição.

Tripofobia

Para tentar inserir essa nova fobia nos manuais científicos, os dois pesquisadores deram um jeitinho de enquadrá-la na teoria da evolução biológica.

Eles sugerem que a tripofobia pode ocorrer como resultado de uma característica específica encontrada entre vários animais peçonhentos.

"Nossos resultados sugerem que pode haver uma parte evolutiva antiga do cérebro dizendo às pessoas que elas estão olhando para um animal venenoso," sugere o Dr. Cole.

É claro que, recém-descoberta, não há virtualmente nenhum estudo científico a respeito da tripofobia.

Os dois pesquisadores resolveram então verificar se havia um efeito visual específico comum aos objetos tripofóbicos.

Eles compararam 76 imagens de objetos tripofóbicos - coletados por eles na internet junto aos relatos dos internautas que não gostavam delas - com 76 imagens de controle de buracos não associados à tripofobia.

Segundo eles, os objetos tripofóbicos têm um "contraste relativamente alto nas frequências médias".

Para enquadrar seus dados na "teoria científica", eles identificaram um animal peçonhento que tem essa característica - o polvo de anéis azuis.

E pronto. Segundo os dois pesquisadores, isto foi suficiente para "comprovar" que a tripofobia é um resquício evolutivo de olhar para animais peçonhentos - embora eles não tenham explicado como o ser humano desenvolveu isso se o polvo de anéis azuis vive no fundo do mar.


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