Confirmada ligação de novos anticoncepcionais e trombose

Anticoncepcionais mais novos

Novas evidências confirmam a ligação entre as pílulas anticoncepcionais mais recentes e um maior risco de coágulos sanguíneos graves, o chamado tromboembolismo venoso, ou TEV.

Os resultados mostram que os comprimidos que contêm um dos tipos mais recentes do hormônio progestagênio, ou progestágeno (drospirenona, desogestrel, gestodeno e ciproterona) estão associados com um risco aumentado de TEV em comparação com as pílulas tradicionais que contêm progestágenos mais antigos (levonorgestrel e noretisterona).

Os pesquisadores ressaltam que este é um estudo observacional, de forma que nenhuma conclusão definitiva pode ser tirada em termos de causa e efeito.

Mas Yana Vinogradova e seus colegas da Universidade de Nottingham (Reino Unido) destacam em seu artigo, publicado no British Medical Journal, que trata-se de "um estudo esclarecedor importante" que "tem poder suficiente para fornecer resultados comparativos fiáveis para diferentes formulações de contraceptivos orais combinados".

"Este é o maior estudo feito até hoje para investigar o risco de trombose para diferentes tipos de drogas contraceptivas orais combinadas, usando os dois maiores bancos de dados de saúde primária do Reino Unido. Esperamos que os resultados, no devido tempo, ajudem os médicos nas suas decisões de prescrição," disse a Dra. Vinogradova.

Anticoncepcionais e tromboses

Em comparação com mulheres que não usam anticoncepcionais orais, as mulheres que usam pílulas mais antigas, contendo levonorgestrel, noretisterona e norgestimato, apresentam um risco cerca de duas vezes e meia maior de terem TEV (tromboembolismo venoso).

Já as mulheres que usam as pílulas mais recentes, contendo drospirenona, desogestrel, gestodeno e ciproterona, apresentam um aumento do risco de TEV de quatro vezes, igualmente em comparação com mulheres que não tomam anticoncepcionais orais.

Na comparação direta, os riscos de TEV para as mulheres que usam as pílulas mais recentes foram cerca de 1,5 a 1,8 vez maior do que para as mulheres usando as pílulas mais antigas.

Em termos absolutos, o número de casos de TEV extras por ano para cada 10.000 mulheres tratadas foi menor para o levonorgestrel e norgestimato (seis casos adicionais), e mais alto para o desogestrel e ciproterona (14 casos adicionais).


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