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09/04/2014

Tuberculose não aparece só em livros de histórias

Com informações do Ministério da Saúde

Você acha que a tuberculose seja uma doença que só aparece nos livros de história ou em países distantes?

Infelizmente não é assim: apenas em 2013 foram registrados 71.123 casos novos da doença no Brasil.

E isso porque a taxa de incidência da doença vem caindo a cada ano: de 2003 a 2013, a redução foi de 20,3%.

E, tendo em vista estes números, talvez o mais impressionante seja que a tuberculose tem cura - mas os pacientes parecem ter dificuldades em fazer o tratamento até o final, parando assim que os sintomas mais graves desaparecem.

Tuberculose

A tuberculose ainda existe em praticamente todos os países do mundo. No Brasil mais de 70.000 casos novos são notificados a cada ano e mais de 4.000 morrem em decorrência desta doença.

A tuberculose é uma doença de transmissão aérea, ou seja, que se transmite pelo ar, especialmente em ambientes mal ventilados e mal iluminados. Não ocorre a transmissão pelo contato com a saliva ou com objetos de uso pessoal.

Qualquer pessoa que tenha tosse por três semanas ou mais deve ser investigada para a tuberculose. O sangue no escarro ocorre em fases mais tardias da doença e pode estar relacionada a complicações.

A vacina BCG, recomendada para todas as crianças de até 4 anos de idade, protege apenas as crianças das formas mais graves da doença (tuberculose meningoencefálica e disseminada). O fato de ter sido vacinado com a BCG não significa que a pessoa não pode desenvolver tuberculose. Várias pesquisas vêm sendo desenvolvidas no mundo em busca de uma vacina que evite, de fato, o adoecimento por tuberculose.

Tratamento contra tuberculose

Desde a década de 50 existe tratamento para a tuberculose. Ao longo das últimas décadas, o tratamento tornou-se melhor e mais efetivo.

Em 2010, o Brasil passou a recomendar para o esquema básico (que dura pelo menos seis meses) doses fixas combinadas dos medicamentos, o que reduziu o número de comprimidos ou cápsulas a serem ingeridas diariamente.

Há casos mais complexos, em que são necessários outros medicamentos, usados por períodos maiores. Em determinadas situações até mesmo medicamentos injetáveis precisam ser administrados.

Para que a cura seja assegurada é fundamental completar o tratamento, que dura, no mínimo seis meses. Interromper o uso dos medicamentos antes do período pode causar complicações, recidivas da doença e mesmo a multidrogarresistência, que complica seriamente o tratamento da tuberculose.


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