Um terço dos medicamentos é retirado do mercado em dois anos, diz Anvisa

Um terço dos medicamentos é retirado do mercado em dois anos, diz Anvisa

[Imagem: Anvisa]

E agora?

De repente, o susto. Aquele medicamento que você usa acaba de ser retirado do mercado. Por que, se ele funcionava tão bem para mim? Essa dúvida que aflige pacientes e médicos em todo o mundo é resultado das ações conhecidas como farmacovigilância, ou seja, do monitoramento dos efeitos indesejáveis de um medicamento.

A farmacovigilância tem como foco os efeitos que os produtos farmacêuticos causam nas pessoas depois que já entraram no mercado. No momento do registro do produto são apresentados diversos testes que garantem sua qualidade, eficácia e segurança. Porém, somente o uso em maior escala durante a comercialização permite que certos efeitos adversos sejam observados.

Efeitos colaterais em larga escala

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) possui, desde a sua criação, há dez anos, uma área de Farmacovigilância. A área é responsável por planejar, coordenar e supervisionar o processo de formulação e desenvolvimento das normas técnicas operacionais e das diretrizes sobre uso seguro e vigilância de medicamentos.

"Quando a droga entra no mercado, ela passa a ser usada por milhões de pessoas, o que faz com que seja muito maior a possibilidade de se detectar efeitos colaterais. Nesses casos também é possível identificar reações de hipersensibilidade que dependem do organismo e do metabolismo de cada paciente, ou de questões genéticas, que geralmente causam as reações mais graves", afirma Murilo Freitas, chefe da Unidade de Farmacovigilância da Anvisa.

Reprovação de medicamentos é alta

Atualmente, um terço de todos os lançamentos sai do mercado nos primeiros dois anos de comercialização. Além disso, 50% têm o uso suspenso em até cinco anos. "Isso ocorre porque a farmacovigilância vem sendo aprimorada, não somente no governo, mas também nas empresas. Por isso, a tendência é aumentar o número de produtos retirados do mercado", destaca Murilo.

A última medida adotada pela Anvisa nessa área foi a publicação da RDC nº 4/2009, que torna a notificação de efeito adverso obrigatória para os laboratórios farmacêuticos. "Muitas pessoas fazem a reclamação diretamente para o fabricante, por meio de seu SAC (Serviço de Atendimento ao Consumidor). Com a medida, os laboratórios estão obrigados a repassar esses dados para a Anvisa", afirma Murilo Freitas. "A idéia é que, com isso, tenhamos um panorama mais real possível sobre os efeitos causados pelos medicamentos no país", completa.


Ver mais notícias sobre os temas:

Medicamentos

Gestão em Saúde

Terapias Alternativas

Ver todos os temas >>   

A informação disponível neste site é estritamente jornalística, não substituindo o parecer médico profissional. Sempre consulte o seu médico sobre qualquer assunto relativo à sua saúde e aos seus tratamentos e medicamentos.
Copyright 2006-2016 www.diariodasaude.com.br. Conteúdo publicado sob licença de www.sciencetolife.com. Todos os direitos reservados para os respectivos detentores das marcas. Reprodução proibida.