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13/12/2015

Vacina da dengue nacional entra na última fase de desenvolvimento

Com informações da Agência Brasil

O Instituto Butantan iniciou hoje a terceira e última etapa de desenvolvimento de uma vacina contra o vírus da dengue.

Nesta etapa, a vacina será testada em 17 mil voluntários de 13 cidades, em 12 estados das cinco regiões brasileiras.

Os pesquisadores estimam que, sendo os testes bem-sucedidos, a vacina poderá ser disponibilizada até 2017.

A vacina brasileira é considerada mais promissora do que a vacina criada por uma empresa farmacêutica francesa - a vacina nacional é baseada no próprio vírus da dengue, enquanto a vacina da Sanofi Pasteur é baseada no vírus da febre amarela.

Vacina do Butantan versus vacina da Sanofi Pasteur

Outra diferença em relação à vacina contra a dengue desenvolvida pela Sanofi Pasteur, e aprovada no México no último dia 9, é que a vacina do Butantan é aplicada em dose única - a vacina francesa precisa ser aplicada em três doses, com intervalos de seis meses.

"A vacina do Butantan é [feita a partir do] o vírus atenuado da dengue. Na outra vacina é tomado como vetor o vírus da febre amarela. Nela foi inserido o gene da proteína que está no vírus da dengue. E com isso você faz uma resposta contra o vírus da dengue", explicou o diretor do Instituto Butantan, Jorge Kalil.

"Só que essa resposta mostrou-se menos eficaz do que a da vacina com vírus da dengue atenuado [feita pelo Butantan]. A razão mais provável para isso é que se induza a produção de anticorpos, mas a resposta celular dos linfócitos é mais fraca e, com isso, não seria tão protetora", disse Kalil.

A vacina da Sanofi Pasteur também não foi aprovada para crianças, já que não mostrou eficácia para faixas etárias mais baixas.

Testes

Nas duas primeiras fases de testes, a vacina desenvolvida pelo Butantan mostrou capacidade de combater os quatro tipos de vírus da dengue, mas não tem eficácia contra o vírus causador da febre chicungunya e o vírus zika, também transmitidos pelo mosquito Aedes aegypti.

O desenvolvimento da terceira fase da vacina custará cerca de R$ 270 milhões. Segundo o governo de São Paulo, o setor privado e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) poderão participar como parceiros.

As cidades onde serão feitos os testes são: Manaus, Porto Velho, Boa Vista, Aracaju, Recife, Fortaleza, Brasília, Cuiabá, Campo Grande, São Paulo, São José do Rio Preto (SP), Belo Horizonte e Porto Alegre.


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