Vacinas contra zika funcionam em teste em macacos

Vacinas contra zika funciona em teste em macacos
Pelo menos três candidatos a vacinas contra o zika estão dando resultados promissores.
[Imagem: Wikimedia Commons]

Imunizantes

Três fármacos candidatos a se tornarem vacina contra o vírus zika se mostraram eficazes e seguras em testes com macacos feitos nos Estados Unidos.

No final de junho, pesquisadores brasileiros e norte-americanos haviam relatado em um artigo na revista Nature o efeito protetor em camundongos de duas classes de vacinas: um imunizante produzido com o vírus inativado e outro obtido a partir de dois genes do zika, a chamada vacina de DNA.

Agora, o mesmo grupo publicou na revista Science os resultados da etapa seguinte, a última antes de começarem os testes em seres humanos.

"Esses resultados são importantes porque mostram que é possível gerar proteção contra o zika em macacos, animais com o sistema de defesa muito mais semelhante ao do ser humano do que os camundongos," afirmou o imunologista brasileiro Rafael Larocca, pesquisador da Escola Médica Harvard, nos EUA. Larocca integra a equipe do professor Dan Barouch e, ao lado do colega Peter Abbink, é um dos principais autores dos dois estudos.

Contudo, os testes iniciais em camundongos também mostraram que a vacina experimental aumentar a gravidade da dengue.

Três vacinas contra zika

Nos testes mais recentes, os pesquisadores vacinaram macacos rhesus - com dose única ou uma dose inicial seguida de reforço - usando uma destas três formulações: a de vírus inativado, a vacina de DNA ou uma terceira possibilidade, uma formulação que usa adenovírus recombinante para expressar os genes do zika.

Todas elas se mostraram igualmente capazes de impedir a infecção posterior pela variedade do zika em circulação no Brasil e em Porto Rico.

Uma dessas formulações em especial - a de vírus inativado, desenvolvida pelo Instituto de Pesquisa Walter Reed - gerou uma proteção bastante ampla. Macacos e macacas tratados com ela e depois infectados com zika não apresentaram níveis detectáveis do vírus no sangue, na urina, no líquido cefalorraquidiano e nem na secreção vaginal, o que é importante pelo risco de transmissão sexual do vírus.

A equipe planeja iniciar nos próximos meses os testes com seres humanos, em especial com a formulação contendo o vírus inativado.

Ao menos outras duas outras possíveis vacinas de DNA, uma produzida pelos Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas (NIAID) dos Estados Unidos e outra pelas empresas GeneOne Life Science e Inovio Pharmaceuticals, já estão recrutando voluntários saudáveis nos Estados Unidos para a primeira das três fases de testes clínicos em seres humanos.


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