Vírus da gripe suína é catalogado como A/H1N1

Vírus da gripe suína é catalogado como A/H1N1
Maior risco da gripe suína está na transmissão entre humanos e não entre porcos e humanos.
[Imagem: WHO]

Vírus da gripe suína

Os pesquisadores catalogaram o vírus da gripe suína, que já provocou mais de 100 mortes no México, de A/H1N1. O H1N1 é o vírus comum da gripe humana. Vários subtipos de vírus já foram encontrados nos porcos, como o H1N2, H3N1 e até o H3N2, que passou dos humanos para os porcos.

Segundo as autoridades de saúde, o maior risco da transformação do atual surto em uma epidemia mundial - uma pandemia - não está na infecção de seres humanos por porcos, mas na transmissão entre humanos, quando o vírus sofre mutações e pode se tornar mais agressivo.

O que significa A/H1N1?

A letra A indica o tipo mais variável de vírus, com potencial de fazer adoecer o maior número de pessoas. Os vírus da gripe humana são classificados em A, B ou C, de acordo com esse critério.

A letra H, de H1N1, é a inicial de hemoglutinina, uma proteína localizada na superfície externa do vírus e que ele utiliza para se fixar nas células humanas. O nome vem da aglutinação das células do sangue.

A letra N, de H1N1, é a inicial de neuraminidase, uma proteína que quebra os açúcares da célula sob ataque para liberar novos vírus.

Como as duas proteínas localizam-se no lado externo do vírus, são elas que o sistema imunológico detecta e que os cientistas procuram alvejar na busca por formas de matar o vírus.

Existem 16 tipos de hemoglutinina e 9 tipos de neuraminidase. Apenas as hemoglutininas 1, 2 e 3 ocorrem nos seres humanos (daí os H1, H2 e H3 nas denominações dos vírus). Da mesma forma, apenas as neuraminidases N1 e N2 são frequentes no ser humano.

Os outros tipos são encontrados em aves. Como não ficam gripadas - os vírus atacam seu sistema digestivo e não o sistema respiratório - as aves migratórias misturam os vírus em escala mundial.

Remédios contra a gripe suína

A Organização Mundial da Saúde afirmou que dois dos medicamentos avaliados para serem utilizados contra o novo vírus da gripe suína - o amantandine e o remantandine - mostraram-se ineficazes.

Contudo, o vírus está cedendo com o uso de dois outros medicamentos - o oseltamivir e o zanamivir. Medicamentos feitos com esses dois princípios ativos estão em comercialização hoje, com os nomes comerciais de Tamiflu e Releza, respectivamente.

Risco de pandemia

O México já confirmou 103 mortes causadas pelo vírus até esta segunda-feira. Já há notificações de casos também nos Estados Unidos e Canadá e há suspeitas de pessoas contaminadas na Europa, Israel e na Nova Zelândia.

Não há vacina disponível para o vírus. As atuais vacinas contra a gripe não imunizam contra o A/H1N1. Como ele é um vírus novo, a quase totalidade da população ainda não possui imunidade natural contra ele, o que aumenta o seu poder de infecção e a possibilidade de causar complicações sérias.

Apesar disso, o Ministério da Saúde no Canadá divulgou nota afirmando que os casos verificados até o momento naquele país estão se mostrando mais leves do que os verificados no México.


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