05/12/2008

Instituto do Coração está desenvolvendo projeto de telemedicina

Fábio Reynol - Agência Fapesp

Telemedicina

Um paciente chega ao hospital de uma pequena cidade e o clínico de plantão não consegue fazer seu diagnóstico por se tratar de um caso complicado. Ele disponibiliza as imagens dos exames que acabou de realizar em uma rede de alta velocidade e convoca especialistas de grandes centros para dar parecer.

Esse tipo de diagnóstico, próprio da telemedicina, está sendo desenvolvido nos laboratórios do Instituto do Coração de São Paulo (Incor) graças à alta velocidade de conexão proporcionada pelo projeto KyaTera, da FAPESP.

Compressão de imagens

Um dos trabalhos é desenvolver algoritmos de compressão de imagens, ou a redução do seu tamanho em formato digital. "Os algoritmos que fazem a redução [do tamanho do arquivo] sem perda de qualidade têm uma taxa de compressão muito baixa", afirma o cientista da computação Marcelo dos Santos, pesquisador do Incor.

O desafio, segundo ele, é justamente transportar em tempo real imagens que precisam ter a maior resolução possível, o que aumenta o seu tamanho em bits e, por isso, exige mais tempo de transmissão.

Banco de imagens médicas

O trabalho do Incor também inclui a formação de um banco de imagens médicas. Os exames clínicos baseados em tomografias e ressonâncias magnéticas, entre outros, são armazenados e utilizados na formação de residentes no Instituto Central do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, que compõe o complexo hospitalar do qual o Incor faz parte.

"O usuário da rede tem acesso à mesma imagem gerada pelo tomógrafo que foi mostrada ao médico que aplicou o exame", exemplificou Santos.

Super Internet

Por sua alta capacidade de transmissão, a rede KyaTera, uma espécie de "super Internet" para pesquisas científicas, permite experimentos de envio dessas imagens e o desenvolvimento de métodos e tecnologias de telemedicina. Uma das aplicações vislumbradas nesse projeto é a formação de uma junta médica a distância.

Um caso clínico complicado pode ser discutido por especialistas de diferentes áreas da medicina e posicionados em cidades distantes. Para que isso se realize, além das tecnologias necessárias para uma conferência digital, é preciso também acesso rápido a imagens de alta qualidade para todos os participantes.

3-D e 4-D

Nos casos das imagens clínicas em três dimensões e os mais recentes vídeos em quatro dimensões, os tamanhos dos arquivos usados são ainda maiores.

"Por conta disso, o maior obstáculo no momento é a largura de banda da rede", destacou Santos. Essa é a razão pela qual a rede KyaTera, com velocidade na faixa dos gigabits por segundo, proporciona a infra-estrutura adequada para o aperfeiçoamento das práticas e das tecnologias de diagnóstico a distância.

 

Fonte: Diário da Saúde - www.diariodasaude.com.br

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