21/07/2026

Folha artificial medicinal alimenta implante biomédico usando luz

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Folha artificial medicinal alimenta implante biomédico usando luz
Os conceitos de folha artificial e fotossíntese artificial chegaram de vez ao campo dos cuidados com a saúde.
[Imagem: Pengju Li et al. - 10.1038/s41566-026-01949-5]

Folha artificial medicinal

As plantas convertem a luz em energia de forma eficiente através da fotossíntese, uma capacidade que os cientistas e engenheiros estão se esforçando por imitar usando diversas abordagens, um conceito conhecido como fotossíntese artificial.

A principal ferramenta nesse campo são minúsculas estruturas metálicas projetadas para absorver e concentrar a energia da luz e gerar os portadores de energia adequados, que não são elétrons. O que acontece é que a luz, ao atingir a superfície dos metais, produz uma ondulação dos elétrons na superfície do material, ondas essas que podem ser controladas com precisão - essas ondas são descritas pelos cientistas como quasipartículas, chamadas "plásmons de superfície".

Agora, Pengju Li e colegas da Universidade de Chicago, nos EUA, usaram esse princípio para criar uma "folha plasmônica", uma folha artificial que captura a luz do Sol para fazer fotossíntese artificial por meio dos plásmons.

O dispositivo bioeletrônico capta a energia da luz e a torna diretamente utilizável para estimular "coisas" no corpo humano, sendo que essas coisas podem ser desde nervos vivos, mas danificados por alguma enfermidade, até marcapassos e outros dispositivos biomédicos.

"Esses materiais são muito singulares e diferentes de outros dispositivos fotossensíveis, como os fotovoltaicos," explicou Li. "Por meio do nosso projeto, aumentamos a capacidade dessas nanoestruturas de armazenar energia, de modo que agora elas podem ser potencialmente usadas como novas formas de terapia e em novas interfaces humano-computador."

Folha artificial medicinal alimenta implante biomédico usando luz
A estrutura plasmônica da folha artificial consegue amplificar a energia, gerando-a em níveis úteis para acionar nervos ou o coração.
[Imagem: Pengju Li et al. - 10.1038/s41566-026-01949-5]

Um novo tipo de bioeletrônica

O que a equipe conseguiu agora foi encontrar um meio de usar o próprio componente plasmônico para amplificar a pequena energia que cada um gera, abrindo caminho para seu uso prático.

Nas aplicações biomédicas, a primeira demonstração envolveu usar o novo componente para controlar os batimentos cardíacos de um animal de laboratório, usando apenas luz para controlar o implante cardíaco experimental. Outro implante também foi testado no nervo ciático: Quando a luz incidia sobre o material, ele estimulava o nervo, demonstrando uma potencial terapia para as dores neuropáticas.

A equipe agora se dedicará ao desenvolvimento de um dispositivo totalmente implantável, que possa ser usado para bioestimulação por um ano ou mais, abrindo caminho para seu uso clínico.

Fonte: Folha artificial medicinal alimenta implante biomédico usando luz

Checagem com artigo científico:

Artigo: Self-organized nanoplasmonic artificial leaf for hot-carrier bioelectronic interfaces
Autores: Pengju Li, Mengzhan Liufu, Cooper R. Johnston, Young-Woo Pyo, Yuze Zheng, Guangqing Yang, Ananth Kamath, Ruipeng Li, Yuzi Liu, Carlos A. Z. Bassetto Jr, Jinxing Jiang, Ashley Arcidiacono, Chuanwang Yang, Tiantian Guo, Ji Wan, Jing Zhang, Zirui Zhou, Joseph Strzalka, Fengyuan Shi, Jiping Yue, Lance Emry, Jwwad Javed, Isabel Vargas-Hurlston, Richard D. Schaller, Francisco Bezanilla, Po-Chun Hsu, Dmitri Talapin, Jin Wang, Hong-Gyu Park, Sarah B. King, Bozhi Tian
Publicação: Nature Photonics
DOI: 10.1038/s41566-026-01949-5
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