18/06/2019

Listas de medicamentos essenciais variam largamente de um país para outro

Redação do Diário da Saúde

Medicamentos essenciais

As listas de medicamentos essenciais dos países variam largamente entre si e em relação à lista-modelo da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Segundo a entidade, isso mostra uma necessidade de maior cuidado na seleção de medicamentos que melhor atendam às prioridades de saúde de cada população.

"Os países devem selecionar adequadamente os medicamentos para suas listas de medicamentos essenciais, a fim de facilitar o acesso sustentável e equitativo aos medicamentos, e para promover seu uso apropriado. As diferenças entre as listas que não são explicadas pelas características do país podem representar oportunidades de melhoria," diz Nav Persaud, do Hospital St. Michael, que trabalhou com uma equipe de pesquisadores da Universidade de Oxford e da própria OMS.

A equipe analisou 137 países que usam listas de medicamentos essenciais para fundamentar o governo e as instituições de saúde na determinação de quais medicamentos financiar, armazenar, prescrever e distribuir.

As listas dos países variam entre si e em relação à lista de medicamentos modelo da OMS, diferenças muitas vezes não explicadas por características básicas dos países, como região e tamanho da economia, ou diferenças nas necessidades de saúde.

Inconsistências

Dos 2.068 medicamentos únicos identificados em todas as listas, a maioria foi listada por apenas 10% dos países.

As diferenças entre as listas nacionais também se estendem a países que são geograficamente próximos e semelhantes, algo inconsistente com a expectativa de que países com necessidades, gastos e status de cuidados de saúde similares selecionassem remédios similares.

Além da falta de consistência entre os países, os medicamentos listados por alguns países foram retirados por outros devido a efeitos nocivos, segundo a equipe.

"Essas informações podem ajudar os governos a decidir se remédios em suas listas devem ser removidos ou se outros remédios devem ser adicionados," disse Persaud. "Esses resultados podem identificar oportunidades para melhorar as listas de medicamentos essenciais e promover o uso apropriado de medicamentos em apoio à cobertura universal de saúde".


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