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01/09/2026 Para promover a igualdade, pare de falar das diferençasRedação do Diário da Saúde![]()
A polarização política não destrói apenas a democracia, pode destruir a sociedade.[Imagem: Egan Jimenez/Princeton]
Valores humanos universais A coesão social é o elo que mantém a sociedade unida. Contudo, a polarização política vem crescendo há anos, o que tem causado rompimento desses laços. Têm sido idealizados e colocados em prática inúmeros programas educacionais destinados a enfrentar essa situação, tentando fortalecer a coesão social por meio da promoção da aceitação e da tolerância. Tipicamente, esses programas se concentram em tentar eliminar a percepção de diferenças sociais, como etnia, religião ou nacionalidade. Mas será que está funcionando? Uma equipe de pesquisadores da Alemanha e dos EUA tentou checar isto, e sua conclusão é preocupante. A conclusão dos especialistas é que se passe a adotar exatamente a abordagem oposta: Em vez de focar nas diferenças, esses programas deveriam se concentrar nos valores humanos universais, ou seja, na igualdade, naquilo que nos une. O problema com os métodos focados nas diferenças é que os participantes não conseguem aplicar as lições sobre diferenças individuais a outras áreas de suas vidas. Por exemplo, se você aprende que ter nacionalidades diferentes não nos torna pessoas melhores ou piores, geralmente não chega à conclusão de que o mesmo se aplica a diferentes religiões, etnias, gêneros e opiniões políticas. De fato, estudos anteriores já indicavam que o efeito positivo obtidos por esses programas costuma ser de curta duração, e as lições aprendidas muitas vezes não são aplicadas fora da sala de aula. ![]() Em vez de desumanizar os oponentes, relacione-se mostrando o seu melhor. [Imagem: CC0 Public Domain/Pixabay] Foco no que nos une Para encontrar um caminho melhor, a equipe desenvolveu um programa educacional que não se centra nas diferenças entre as pessoas, em vez disso concentrando-se no que nos une: Valores humanos universais e características compartilhadas. O conceito didático fundamental baseia-se na harmonização tanto desse terreno comum quanto da diversidade humana. "Nossa abordagem mostra que a diversidade não é o oposto da unidade, mas sim a diferença entre unidade e uniformidade," explicou a professora Christina Felfe, da Universidade de Constança (Alemanha). O programa foi testado em um estudo piloto de grande escala, envolvendo 644 turmas escolares e mais de 8.600 participantes na Índia. Os resultados mostram que o programa tem um efeito significativo na redução de atitudes discriminatórias e na promoção de comportamentos pró-sociais, valores cívicos e engajamento social. Os participantes demonstraram atitudes mais tolerantes em relação a pessoas de outros grupos sociais e seus pensamentos e ações revelaram menos atitudes discriminatórias, não apenas em relação a características culturais individuais, como etnia ou religião, mas em relação a todo o espectro da diversidade. Os comportamentos sociais dos participantes foram fortalecidos, inclusive para além das barreiras de classe social, e seu engajamento cívico aumentou. "Em suma, os participantes do programa demonstraram uma visão mais positiva da sociedade e se mostraram mais abertos ao contato com pessoas de outros grupos. O efeito se aproxima de metade da influência que a própria família exerce sobre as opiniões e valores," contou Felfe. "Não devemos esquecer o quanto temos em comum." Fonte: Diário da Saúde - www.diariodasaude.com.br URL: A informação disponível neste site é estritamente jornalística, não substituindo o parecer médico profissional. Sempre consulte o seu médico sobre qualquer assunto relativo à sua saúde e aos seus tratamentos e medicamentos. |
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