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16/09/2026 Relógios epigenéticos têm mecanismos diferentes, mas estimam bem a idade biológicaRedação do Diário da Saúde![]()
Novos relógios epigenéticos reinventam o modo como medimos nossa idade.[Imagem: Jae-Hyun Yang et al. - 10.1016/j.cell.2022.12.027]
Relógios epigenéticos Os relógios epigenéticos tornaram-se rapidamente exames de laboratório populares para o estudo do envelhecimento biológico, ou seja, como a função celular do corpo se altera em um ritmo mais rápido ou mais lento do que o esperado. Os resultados estabelecem o que os cientistas chamam de idade biológica, em contraposição à idade cronológica, que é o número de anos que uma pessoa viveu. A diferença entre as duas pode ser afetada por vários fatores, tanto ambientais, como poluição, quanto sociais, como desigualdades de renda ou saúde. No entanto, a biologia subjacente a cada uma dessas medições permanece em grande parte desconhecida, deixando em aberto a questão: O que cada relógio epigenético realmente mede? Thalida Arpawong e colegas da Universidade do Sul da Califórnia (EUA) queriam uma resposta, e então compararam os cinco testes de relógios epigenéticos mais usados. "Envelhecer não se resume apenas ao número de velas no seu bolo de aniversário - também tem a ver com o que acontece dentro das suas células," disse a pesquisadora. "Descobrimos que diferentes relógios biológicos captam diferentes aspectos da biologia do envelhecimento e desenvolvemos novas pontuações transcriptômicas de genes do envelhecimento que complementam os relógios existentes e, em alguns casos, preveem melhor doenças e mortalidade relacionadas à idade." ![]() A idade biológica do cérebro tem ritmos diferentes de acordo com o ambiente. [Imagem: Eduardo Cesar/Pesquisa FAPESP] Melhorando os relógios epigenéticos A equipe estudou amostras de sangue de 3.227 participantes, comparando os padrões de metilação do DNA com a expressão gênica, ou seja, a frequência com que os genes são transcritos do DNA em RNA e usados para produzir proteínas - a transcrição toda que ocorre dentro de uma célula em um determinado momento é chamada de transcriptoma. Medidas epigenéticas e transcriptômicas combinadas foram usadas para comparar a expressão gênica e identificar as vias biológicas destacadas por cada um dos cinco relógios epigenéticos. Os pesquisadores descobriram que cada relógio do envelhecimento está associado a diferentes processos biológicos, desde o equilíbrio energético e o crescimento celular até a ativação de células imunes e a sinalização inflamatória. Contudo, embora cada relógio enfatize diferentes vias biológicas, eles compartilhavam vários temas em comum, incluindo alterações no sistema imunológico, no metabolismo e na comunicação celular, todas características bem conhecidas do envelhecimento. Em outras palavras, os relógios epigenéticos têm mecanismos diferentes, mas marcam basicamente a mesma "hora" - a mesma idade biológica. Ainda assim, dá para melhorar. Para tentar eliminar um pouco da incerteza envolvendo as diferentes vias, os pesquisadores utilizaram a análise para criar novas ferramentas chamadas pontuações de genes de envelhecimento transcriptômico. Essa abordagem combinada resultou em uma visão ainda mais clara da saúde biológica de uma pessoa; em vários casos, as novas pontuações previram desfechos de saúde como fragilidade, velocidade de caminhada, doenças cardíacas, diabetes, doenças pulmonares e morte, melhor do que os relógios epigenéticos isoladamente. É mais uma luz sobre a "caixa preta" dos relógios biológicos do envelhecimento, aproximando-nos um pouco mais da utilização prática e racional dessas medidas emergentes para melhor prever doenças, acompanhar o envelhecimento saudável e, no futuro, orientar os cuidados médicos. "Ao desvendar os programas moleculares por trás desses biomarcadores, nossas descobertas melhoram sua interpretabilidade e ajudam a orientar seu uso em gerociência, epidemiologia e futuras aplicações clínicas," concluiu Arpawong. Fonte: Diário da Saúde - www.diariodasaude.com.br URL: A informação disponível neste site é estritamente jornalística, não substituindo o parecer médico profissional. Sempre consulte o seu médico sobre qualquer assunto relativo à sua saúde e aos seus tratamentos e medicamentos. |
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