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15/09/2026 Treinamento em controle das emoções reduz sofrimento e altera o cérebroRedação do Diário da Saúde![]()
Abordagem de treinamento, com detalhes gerais (painel esquerdo) e detalhes específicos (painel direito).[Imagem: Kelly Hohl et al. - 10.1038/s41598-026-63059-0]
Treinamento emocional Um treinamento de cinco semanas ensinou estudantes universitários a regularem melhor suas emoções em resposta a eventos negativos. Após o treinamento, os estudantes relataram menos sofrimento emocional ao visualizar imagens negativas ou ao pensar em eventos difíceis de suas próprias vidas, e exames de imagem cerebral revelaram mudanças correspondentes na conectividade funcional espontânea de seus cérebros. Este novo teste da técnica de treinamento emocional se baseou em resultados que os professores Sanda e Florin Dolcos, da Universidade de Illinois em Urbana-Champaign (EUA), obtiveram anteriormente ensinando ex-militares a lidarem com emoções negativas. No experimento original, os veteranos foram treinados para usar duas estratégias de regulação emocional: Uma na qual eles focavam sua atenção em características contextuais neutras de fotos ou memórias de eventos negativos, e a outra, um método chamado "reavaliação cognitiva", que envolvia refletir sobre as dimensões potencialmente positivas de memórias ou imagens angustiantes. Os resultados mostraram menos sofrimento emocional em resposta às memórias e às imagens, enquanto exames de ressonância magnética funcional (RMf) mostraram mudanças na forma como os participantes processavam informações cognitivas e emocionais. "Após observarmos resultados promissores em veteranos, estendemos a intervenção a estudantes universitários," contou Sanda Dolcos. "Queríamos saber se o treinamento no uso flexível da atenção focada e da reavaliação cognitiva poderia ajudar jovens adultos a desenvolver respostas mais adaptativas ao estresse, além de desvendar os mecanismos cognitivos que sustentam a resiliência." ![]() Terapia para controle da raiva via internet funciona de fato. [Imagem: Peter Ziegler/Pixabay] Controle emocional Os pesquisadores queriam testar suas técnicas de regulação emocional em jovens que vivenciam estresse crônico de baixo nível, numa fase da vida em que os sistemas cerebrais responsáveis pela autorregulação ainda estão amadurecendo. Enquanto os ex-militares enfrentam estresse, incluindo sintomas relacionados a traumas, os estudantes universitários se deparam com desafios diferentes, porém importantes, relacionados às demandas acadêmicas, às transições sociais e ao início da vida adulta. Os estudantes realizaram os exercícios de treinamento duas vezes por semana, durante cinco semanas. Os pesquisadores também os incentivaram a praticar as técnicas de regulação emocional em seu dia a dia. Questionários de acompanhamento, padrões de rastreamento ocular e exames cerebrais revelaram que os estudantes se envolveram cada vez mais no método de atenção focada, e dependeram menos da reavaliação cognitiva. Eles apresentaram menos sofrimento emocional em resposta a imagens e memórias negativas ao final das cinco semanas do que no início, e menos do que aqueles do grupo de controle, que não receberam treinamento. Os exames cerebrais revelaram mudanças significativas na forma como diferentes redes cerebrais se comunicavam, com maior dependência do processamento "de cima para baixo" em vez do processamento "de baixo para cima" após o treinamento. "O processamento ascendente nos ajuda a detectar e responder a informações importantes em nosso ambiente; enquanto o processamento descendente nos permite direcionar intencionalmente nossa atenção e respostas com base em nossos objetivos. Para um funcionamento adaptativo, o cérebro precisa equilibrar de forma flexível ambos os processos," explicou a pesquisadora Kelly Hohl. O experimento comprova que a resiliência emocional pode ser treinada, com as evidências disso sendo observadas tanto nas mudanças comportamentais quanto nas imagens cerebrais. "Estamos percebendo que a resiliência tem a ver com flexibilidade," disse Hohl. "A chave para a resiliência não é evitar emoções negativas ou simplesmente tentar se sentir positivo o tempo todo; trata-se mais de desenvolver a flexibilidade para responder às emoções de maneiras que se adequem à situação." Fonte: Diário da Saúde - www.diariodasaude.com.br URL: A informação disponível neste site é estritamente jornalística, não substituindo o parecer médico profissional. Sempre consulte o seu médico sobre qualquer assunto relativo à sua saúde e aos seus tratamentos e medicamentos. |
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