03/02/2021

A inteligência artificial pode ajudar a aumentar a longevidade humana?

Redação do Diário da Saúde
A inteligência artificial pode ajudar a aumentar a longevidade humana?
Os pesquisadores defendem o desenvolvimento de um novo campo de estudos que eles chamam de "medicina da longevidade".[Imagem: Deep Longevity Limited]

Medicina preventiva e medicina restauradora

A abordagem tradicional da medicina ocidental tem sido tratar doenças, mas há um corpo crescente de conhecimento defendendo abordagens mais holísticas e menos centradas na enfermidade.

Mas quem tem razão? Ou, mais importante do ponto de vista das autoridades de saúde pública, quais medidas e quais investimentos podem dar melhores resultados em termos da saúde da população?

Alex Zhavoronkov e seus colegas das universidades da Basileia (Suíça) e Shangai (China) decidiram adotar uma abordagem inovadora para tentar responder a essas questões.

A equipe usou programas de inteligência artificial no que eles chamam de "medicina da longevidade".

Os programas foram usados para medir o impacto das diversas abordagens de medicina preventiva e medicina restauradora com foco no tema específico de aumentar a longevidade da população.

As estimativas em relação aos melhores sucessos da abordagem atual, centrada em doenças, não são tão encorajadoras quanto se esperava.

Medicina da longevidade

Os cientistas estimam que a eliminação completa do câncer resultaria em apenas 2,3 anos de aumento na expectativa de vida nos EUA ao nascer e 1,3 ano de ganho aos 65 anos. A eliminação completa da gripe e da pneumonia, por sua vez, resultaria em ganhos de 0,5 ano (6 meses) e 0,2 ano (2,4 meses) na expectativa de vida em geral.

Esses números são tão pequenos porque existem muitos processos e doenças associados à idade que se manifestam juntos na idade avançada. Desta forma, a eliminação de apenas uma causa individual não leva aos ganhos intuitivamente assumidos na expectativa de vida.

É por isso os autores acreditam que há muitos ganhos potenciais no uso da inteligência artificial para analisar todos os fatores envolvendo o envelhecimento. Em seu artigo, eles descrevem a estrutura básica para a aplicação do aprendizado profundo à pesquisa da longevidade e as oportunidades para a medicina da longevidade e nos cuidados clínicos.

"A inteligência artificial tem um grande potencial para a medicina em geral. No entanto, a capacidade de rastrear e apreender as mudanças mínimas que acontecem no corpo humano a cada segundo durante a vida do paciente e em um grande número de pacientes permite o desenvolvimento de um novo campo da medicina - a medicina da longevidade," disse a pesquisadora Evelyne Bischof, membro da equipe.

 

Fonte: Diário da Saúde - www.diariodasaude.com.br

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