21/12/2020

Biochip anticontaminação usa luz para movimentar gotas em exames

Redação do Diário da Saúde
Biochip anticontaminação usar luz para movimentar gotas em exames
As gotas para exame e reagentes são movimentados unicamente pela luz, sem contato. [Imagem: Wei Li et al. - 10.1126/sciadv.abc1693]

Gotas impulsionadas por luz

Engenheiros da Universidade de Hong Kong inventaram um novo tipo de biochip, que eles chamam de "processador microfluídico", que é totalmente controlado pela luz, sem contato, o que o torna livre de qualquer risco de contaminação.

O biochip promete servir como uma ferramenta útil para reduzir significativamente o risco de infecção dos profissionais de saúde da linha de frente em testes e exames de vírus e bactérias, além de minimizar o risco de contaminação durante qualquer processo médico ou farmacológico.

A tecnologia microfluídica envolve a manipulação precisa de vários líquidos, algo essencial em muitos campos.

A inovação da equipe consiste em usar a luz para empurrar os líquidos, permitindo manipulações sem contato como mover, misturar, dispensar e separar líquidos, tudo na mesma plataforma.

A plataforma é atóxica e nenhum líquido adere a ela, tornando-a um processador ideal de fluidos livres sem possibilidade de contaminação.

Mão mágica

A primeira aplicação da nova tecnologia será na criação de novos testes e diagnósticos biomédicos mais seguros, tanto para evitar resultados não confiáveis, como para proteger os profissionais de saúde e evitar a disseminação de patógenos.

"Testar vírus e bactérias infecciosas é altamente arriscado, às vezes até fatal. Uma gota de sangue de um paciente com ebola pode infectar profissionais da área médica através da pele. Para o diagnóstico, os profissionais de saúde precisam colidir, filtrar e purificar uma amostra de sangue do paciente para obter os materiais genéticos do vírus. Esta série de operações, muitas vezes em meio fluídico, é altamente infecciosa. Além disso, os fluidos grudam nas superfícies, o que contaminará recipientes e ferramentas de manuseio, causando perigos potenciais se os resíduos médicos não forem gerenciados adequadamente," detalhou o professor Liqiu Wang.

"O dispositivo funciona como uma mão 'mágica' à prova de umidade para navegar, fundir, apertar e clivar fluidos sob demanda, permitindo transportadores de carga com gotas funcionando como rodas e melhorando o limite de concentração máxima de proteína distribuível em 4000 vezes," completou ele.

A equipe pretende a seguir integrar a plataforma com sistema de inteligência artificial, para construir um sistema totalmente automático para processamento de líquidos e amostras para exames ou biópsias. Segundo eles, já é possível vislumbrar a edição de genes com o clique de um botão, em vez das repetidas pipetagens usadas hoje.

 

Fonte: Diário da Saúde - www.diariodasaude.com.br

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