01/04/2026

Biossensor revolucionário detecta vírus no ar em tempo real

Redação do Diário da Saúde
Biossensor inédito detecta vírus no ar em tempo real
A possibilidade de detecção de patógenos livres no ar promete revolucionar os cuidados com a saúde. [Imagem: Patricia Noguera et al. - 10.1016/j.talanta.2025.128192]

Sensor que detecta vírus

Pesquisadores espanhóis desenvolveram um biossensor inovador capaz de detectar vírus no ar em tempo real, sem a necessidade de marcadores químicos ou procedimentos laboratoriais, o que resulta em um procedimento muito barato.

O dispositivo tem inúmeras aplicações, incluindo a detecção de patógenos em hospitais, escolas, meios de transportes e ambientes públicos, aumentando a segurança na saúde de um modo quase impensável hoje.

"Após a experiência com a covid-19, é fácil entender que determinar a presença de patógenos no ar é vital, pois nos permite tomar medidas preventivas. Além do coronavírus, existem outros microrganismos com alto impacto na saúde e na economia, como superbactérias hospitalares, gripe aviária e patógenos de plantas, o que torna essencial o monitoramento de ambientes internos," disse o professor David Giménez, da Universidade de Valência.

Atualmente, o método mais comum para avaliar a presença de patógenos no ambiente é coletar amostras do ar durante um período de tempo e armazenar possíveis patógenos em placas de Petri ou soluções coletoras. Os microrganismos são então identificados ou quantificados em laboratório.

'A principal desvantagem é que esse processo de amostragem e análise é muito demorado, podendo levar dias', explica Patricia Noguera, da Universidade Politécnica de Valência.

Biossensor inédito detecta vírus no ar em tempo real
Esquema do novo sensor de vírus e bactérias.
[Imagem: Patricia Noguera et al. - 10.1016/j.talanta.2025.128192]

Simplicidade

Nos últimos anos, foram desenvolvidos alguns sistemas para detectar a presença de patógenos no ar em tempo real que utilizam receptores específicos. No entanto, o equipamento costuma ser grande e caro. Além disso, essas tecnologias apresentam outro problema: A necessidade de reagentes adicionais para a detecção.

A dispensa desses reagentes é a principal inovação do detector criado agora, mas isso exigiu que o biossensor fosse desenvolvido do zero, incluindo o projeto e a fabricação dos componentes eletrônicos.

O protótipo consegue detectar o vírus M13 sem a necessidade de reagentes. "Optamos por trabalhar com esse vírus porque ele é fácil de manipular e, como prova de conceito, nossos resultados podem ser extrapolados para qualquer outro patógeno, em qualquer ambiente," disse Giménez.

 

Fonte: Diário da Saúde - www.diariodasaude.com.br

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