04/07/2017

Brasil ocupa vanguarda em pesquisas sobre zika

Com informações do MCTIC
Brasil ocupa vanguarda em pesquisas sobre zika
Celina Turchi foi apontada como uma das dez cientistas mais importantes do mundo pela revista Nature e entre as cem personalidades mais influentes pela Time.[Imagem: MCTIC]

Desbravamento

A resposta ao surto de microcefalia em bebês, provocado pelo zika, colocou a ciência brasileira na liderança mundial das pesquisas sobre o vírus.

"A ciência brasileira avançou muito em pouco tempo. Agora, conhecemos o vírus e como ele age," disse a epidemiologista Celina Turchi.

Em 2016, Celina Turchi foi apontada como uma das dez cientistas mais importantes do mundo pela revista Nature e entre as cem personalidades mais influentes pela Time por seu trabalho dedicado a comprovar a associação entre a microcefalia e a infecção pelo vírus, na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) de Pernambuco.

Durante evento realizado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, a epidemiologista destacou que os pesquisadores brasileiros tiveram que desbravar um novo campo do conhecimento, uma vez que a literatura sobre as infecções humanas por zika era escassa.

Celina afirma que há necessidade de esforço contínuo por parte da comunidade científica brasileira. "A microcefalia é a ponta do iceberg. Há um complexo de anomalias que não foram catalogadas. Espero que em um ou dois anos possamos ter respostas mais claras sobre a evolução para o quadro de microcefalia em neonatos. Por isso, temos que manter as pesquisas," defendeu.

Cloroquina

O próximo passo da pesquisa brasileira é descobrir medicamentos capazes de inibir os efeitos do zika em gestantes e, consequentemente, nos embriões. Os primeiros testes com a cloroquina, uma das substâncias que estão sendo testadas, foram desenvolvidos por uma equipe de pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e apresentaram resultados animadores.

"Vimos que as crianças nascem com o vírus ainda ativo. Se a mãe tiver um sintoma de zika na gravidez e tratar com uma droga que bloqueia a replicação do vírus, podemos mitigar as lesões na criança. A cloroquina já tinha sido usada com insucesso na dengue em parte clínica, mas sempre funcionou para zika", enfatizou o professor do Departamento de Genética da UFRJ e especialista em genética molecular e de microorganismos, Amilcar Tanuri.

 

Fonte: Diário da Saúde - www.diariodasaude.com.br

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