01/06/2026

Chip brasileiro integra múltiplos sensores para análises clínicas em alta velocidade

Com informações do Jornal da USP
Chip brasileiro integra múltiplos sensores para análises clínicas em alta velocidade
Sensores alternam suas funções durante os testes, reduzindo a quantidade de conexões elétricas necessárias, o que torna o chip mais compacto e fácil de produzir, reduzindo o custo. [Imagem: Mister rf/Wikimedia Commons]

Multissensorial

Um pequeno chip dotado de mais de uma centena de sensores, capaz de analisar com rapidez várias amostras químicas e biológicas simultaneamente, demonstrou suas capacidades monitorando células cancerosas, detectando um marcador do vírus Mpox (causador de uma doença zoonótica) e analisando amostras que simulavam urina.

A inovação foi desenvolvida por pesquisadores brasileiros em colaboração com parceiros internacionais.

A proposta é que o chip seja aplicado em aparelhos portáteis de análises clínicas em grande escala, viabilizando a realização de exames no consultório médico ou em locais remotos.

A integração de múltiplos sensores em uma única estrutura de silício foi crucial para a inovação. "A tecnologia soluciona um problema antigo da área de sensores eletroquímicos: A dificuldade de concentrar muitos sensores em um único chip sem aumentar a complexidade de operação do sistema," contou o pesquisador Renato Lima, do CNPEM (Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais.

"O dispositivo reúne num chip, com dimensões de 75 x 35 milímetros, mais de 100 sensores microscópicos que funcionam de maneira integrada," acrescentou o professor Osvaldo Novais, do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da USP. "A inovação está no modo como esses sensores operam: Eles alternam suas funções durante os testes, o que permite reduzir drasticamente a quantidade de conexões elétricas necessárias. Essa simplificação torna o chip mais compacto e fácil de produzir, além de diminuir o custo de cada sensor."

Chip brasileiro integra múltiplos sensores para análises clínicas em alta velocidade
A inovação permite a criação de equipamentos portáteis para avaliar amostras, além de permitir o emprego de outras técnicas de detecção, como análise de imagens, para o diagnóstico.
[Imagem: Bruna M. Hryniewicz et al. - 10.1021/acssensors.5c03049]

Desenvolvimento

O chip foi fabricado em escala de laboratório, confirmando suas capacidades em testes de bancada. Agora será necessário iniciar a fase de desenvolvimento, o que envolve a criação dos processos para sua fabricação em escala industrial. Para isso, os pesquisadores estão em busca de parceiros comerciais que tenham interesse em investir nessa etapa.

 

Fonte: Diário da Saúde - www.diariodasaude.com.br

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