21/10/2014

Chip com tumor vira cobaia artificial para o câncer

Com informações da Universidade de Purdue
Chip com tumor vira cobaia artificial para o câncer
Esta "cobaia artificial" será usada para aperfeiçoar nanopartículas que carregam medicamentos específicos até o ponto onde eles são necessários. [Imagem: Bongseop Kwak et al.]

Cobaia artificial

Isolar um tumor do tecido saudável ao redor é importante não apenas no caso de uma cirurgia, mas também quando é necessário estudá-lo ou limitar a ação de medicamentos às células doentes, evitando efeitos colaterais.

Agora, Bumsoo Han e seus colegas da Universidade Purdue (EUA) desenvolveram um biochip que cria um "microambiente tumoral".

É um câncer perfeitamente isolado no interior de um invólucro esterilizado, que permite estudar o complexo ambiente em torno dos tumores e as barreiras que impedem que os medicamentos adentrem ao tecido doente para destrui-lo.

Os pesquisadores pretendem usar essa "cobaia artificial" para aperfeiçoar nanopartículas que carregam medicamentos específicos até o ponto onde eles são necessários, evitando as hiperdosagens usadas pela quimioterapia tradicional.

Nanopartículas com medicamentos

Usando o seu TMOC (tumor-microenvironment-on-chip - microambiente tumoral em um chip) eles esperam aprimorar a capacidade das nanopartículas para chegar efetivamente ao tecido doente, evitando que elas se abram e soltem o medicamento nos tecidos saudáveis.

Uma das abordagens inicialmente usadas consistia em projetar nanopartículas pequenas o suficiente para passar através dos poros dos vasos sanguíneos ao redor dos tumores, mas que não passassem pelos poros dos vasos no tecido saudável.

"Acreditava-se que, se as nanopartículas fossem projetadas no tamanho certo elas poderiam se mover seletivamente apenas na direção do tumor," disse Han.

No entanto, a ideia não deu certo porque a pressão do fluido intersticial no interior do tumor é maior do que a pressão do tecido saudável circundante. Essa maior pressão empurra para fora a maioria dos agentes de entrega de medicamentos e dos contrastes de imagem, com apenas uma pequena porcentagem atingindo o alvo.

Por isso os pesquisadores partiram para isolar o tumor.

Com isto a equipe pretende coletar informações detalhadas sobre como as nanopartículas se movem através desse ambiente. Essas informações poderão ajudar nos esforços para aperfeiçoar os métodos de entrega dos medicamentos.

 

Fonte: Diário da Saúde - www.diariodasaude.com.br

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