05/10/2020

Cientistas criam retinas humanas funcionais em laboratório

Redação do Diário da Saúde
Cientistas criam retinas humanas funcionais em laboratório
A retina artificial reproduz as camadas celulares da retina natural. [Imagem: IOB.ch]

Organoides

Cientistas suíços geraram replicações precisas de retinas humanas em cultura, o que permite monitorar e localizar os tipos específicos de células afetadas por doenças oculares genéticas.

A retina é a parte do olho que recebe e organiza as informações visuais. Ela contém milhões de células e nervos sensíveis à luz e tem cinco camadas distintas que enviam sinais coletivamente ao cérebro.

Fruto de um trabalho de seis anos, esta conquista vai acelerar o progresso no desenvolvimento de novas terapias oculares, dizem os pesquisadores do Instituto de Oftalmologia Clínica e Molecular da Basileia (IOB).

"A pesquisa aborda uma necessidade fundamental não atendida, que é desenvolver modelos de retinas que se assemelhem muito ao órgão real," disse o professor Cameron Cowan. "Isso abre a possibilidade de desenvolver tratamentos em laboratório feitos sob medida para cada paciente."

Gravidez artificial

As retinas modelo feitas em laboratório - que são chamadas de organoides - foram derivadas de células-tronco pluripotentes que foram induzidas a se auto-organizar nessa estrutura de cinco camadas. Os organoides maduros conseguem sentir a luz em suas camadas superficiais e forneceram impulsos visuais por meio de sinapses às camadas celulares internas.

E a equipe desenvolveu um método que gera organoides retinais altamente uniformes aos milhares, fornecendo um recurso valioso para pesquisadores em todo o mundo.

Quando avaliou os organoides geneticamente, a equipe descobriu que seus transcriptomas (ou seja, as leituras totais dos genes), estabilizaram em um estado desenvolvido contendo a maioria dos tipos de células da retina na semana 38, que também é a duração média de uma gravidez humana.

Usando o organoide, os pesquisadores agora podem mapear doenças da retina até o nível celular, abrindo uma grande variedade de oportunidades terapêuticas.

 

Fonte: Diário da Saúde - www.diariodasaude.com.br

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