06/01/2021

Descoberta uma célula cerebral que nos ajuda a detectar distâncias

Redação do Diário da Saúde

Neurônios GPS

Acaba de ser descoberto um novo tipo de célula cerebral que ajudará a entender como nos lembramos de onde deixamos objetos, como chaves de carros e telefones celulares.

A existência de células cerebrais do tipo GPS, que armazenam mapas dos lugares que estivemos, como nossa cozinha ou o hotel em que ficamos nas férias, já era amplamente conhecida.

Mas Steven Poulter e seus colegas da Universidade Durham (Reino Unido) descobriram agora que também existe um tipo de neurônio sensível à distância e à direção dos objetos, sendo capaz de armazenar essas localizações nesses mapas.

A equipe descobriu que essas células, que eles chamam de "traço vetorial", podem rastrear a distância que percorremos e lembrar onde as coisas estão, dados que são adicionados ao nosso mapa de memória dos lugares onde estivemos.

"A descoberta das células Traço Vetorial é particularmente importante porque a área do cérebro em que se encontram é uma das primeiras a ser atacada por distúrbios cerebrais, como a doença de Alzheimer, o que pode explicar por que um sintoma comum e um 'sinal de alerta' inicial importante é a perda ou extravio de objetos," disse o professor Poulter.

Neurônios vetoriais

As células cerebrais que constituem o equivalente biológico de um sistema de navegação por satélite foram descobertas pelos professores John O'Keefe, Edvard Moser e May-Britt Moser.

Aquela descoberta lançou luz sobre um dos grandes mistérios da neurociência - como sabemos onde estamos no espaço - e lhes valeu o Prêmio Nobel de Medicina de 2014. Este novo estudo revela que o GPS do cérebro é um mecanismo mais complexo, formado por circuitos especializados em diferentes funções.

"Parece que as células Traço Vetorial se conectam a redes cerebrais criativas que nos ajudam a planejar nossas ações e imaginar cenários complexos em nossa mente. As células vetoriais, que atuam juntas, provavelmente nos permitem recriar as relações espaciais entre nós e os objetos, e entre os objetos em uma cena, mesmo quando esses objetos não são diretamente visíveis para nós," concluiu o pesquisador Colin Lever, membro da equipe.

 

Fonte: Diário da Saúde - www.diariodasaude.com.br

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