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08/07/2026 Milhões de pessoas podem estar fazendo o exame de colesterol erradoRedação do Diário da Saúde![]()
Gráfico mostrando os três tipos de transportadores de lipoproteínas de colesterol ruim, todos contendo a partícula apoB como uma característica estrutural definidora.[Imagem: Jakub Morze/Chalmers University of Technology]
Exame melhor Milhões de pessoas fazem um exame de sangue todos os anos para medir o LDL, frequentemente chamado de colesterol "ruim". Mas os resultados científicos mais recentes estão revelando que este parece não ser o melhor exame para reduzir o risco de ataques cardíacos e derrames. Os cientistas confirmaram que medir a apolipoproteína B (apoB) é mais eficaz do que monitorar o colesterol LDL ou não-HDL na hora de decidir se é necessário intensificar a terapia para baixar o colesterol, incluindo estatinas e outros medicamentos. "Descobrimos que o teste de apoB para intensificar a medicação para baixar o colesterol preveniria mais ataques cardíacos e derrames do que a prática atual, e que esses benefícios para a saúde seriam alcançados a um custo menor," disse Ciaran Kohli-Lynch, da Universidade Northwestern (EUA). O colesterol e outras gorduras não conseguem circular sozinhas: Elas são transportadas pelo sangue por partículas especializadas chamadas lipoproteínas. A apoB especificamente está presente na superfície de vários tipos de colesterol. Quando em excesso, ela favorece a deposição do colesterol nas paredes dos vasos sanguíneos. É por isso que o colesterol que a apoB carrega é chamado de "colesterol ruim". Exame de apoB é melhor Ao contrário dos testes de colesterol padrão, a apoB mede o número de partículas transportadoras de colesterol que podem contribuir para a formação de placas. É isso o que torna essa lipoproteína um indicador mais direto do risco cardiovascular. "Pesquisas mostram claramente que a apolipoproteína B (apoB) é mais eficaz na identificação de quem está em risco, porque contabiliza o número total de partículas nocivas no sangue," reforçou Kohli-Lynch. Contudo, mesmo com evidências crescentes que apoiam a apoB, o teste ainda não é comumente usado na prática clínica de rotina. Um dos motivos para isso é que a medição da apoB geralmente requer um exame de sangue adicional além do painel padrão de colesterol, aumentando tanto o custo quanto a inconveniência. Mas este novo estudo demonstrou que esse custo adicional vale a pena. Para isso, a equipe simulou 250.000 adultos elegíveis para tomar estatinas, mas que ainda não haviam tido um evento cardiovascular. Quando as simulações cobriram o equivalente a toda a expectativa de vida desses pacientes, os exames de apoB melhoraram os resultados gerais de saúde, preveniram mais eventos cardiovasculares e fizeram isso de uma forma que os pesquisadores consideraram economicamente viável. Fonte: Diário da Saúde - www.diariodasaude.com.br URL: A informação disponível neste site é estritamente jornalística, não substituindo o parecer médico profissional. Sempre consulte o seu médico sobre qualquer assunto relativo à sua saúde e aos seus tratamentos e medicamentos. |
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