26/02/2021

Exame com luz descobre o que uma pessoa está vendo

Redação do Diário da Saúde
Exame com luz descobre o que uma pessoa está vendo
"Com este método óptico, os usuários poderiam se sentar em uma cadeira, colocar um boné e, potencialmente, usar essa tecnologia para se comunicar com as pessoas."[Imagem: WUSTL]

Lendo nos olhos

A capacidade de "ler a mente" deu um salto - embora isso não seja exatamente sinônimo de "ler os pensamentos".

Pesquisadores usaram luz para decodificar os sinais cerebrais e identificar que imagem uma pessoa está vendo.

E não se trata de nenhuma invasão de privacidade: Acontece que algumas pessoas estão presas em suas próprias mentes, capazes de pensar e sentir, mas incapazes de se expressar porque uma lesão cerebral ou doença danificou suas linhas de comunicação com o mundo exterior.

Como um passo para ajudar as pessoas a se comunicarem nessas situações, os pesquisadores demonstraram que podem usar a luz para detectar o que está acontecendo dentro da cabeça de alguém.

Kalyan Tripathy e seus colegas da Universidade de Washington (EUA) usaram a luz de um LED, emitida de fora da cabeça, para detectar a atividade na área do cérebro responsável pelo processamento visual. Em seguida, eles decodificaram os sinais cerebrais para determinar o que a pessoa estava vendo.

Tomografia óptica

O experimento demonstra que a tomografia óptica difusa de alta densidade (HD-DOT) - uma tecnologia de imagem cerebral não-invasiva e feita com luz - é sensível e precisa o suficiente para ser útil em aplicações como comunicação aumentada, que não são possíveis com outros métodos de imagem.

"A ressonância magnética pode ser usada para decodificação, mas requer um scanner, e você não pode esperar que alguém se deite em um scanner toda vez que quiser se comunicar," comentou o professor Joseph Culver, coordenador da equipe. "Com este método óptico, os usuários poderiam se sentar em uma cadeira, colocar um boné e, potencialmente, usar essa tecnologia para se comunicar com as pessoas. Ainda não chegamos lá, mas estamos progredindo."

Usando tomografia óptica, a equipe decodificou alguns sinais cerebrais com uma precisão acima de 90%, o que é muito promissor.

Os resultados são um primeiro passo em direção ao objetivo final de facilitar a comunicação para pessoas que lutam para se expressar por causa de paralisia cerebral, derrame ou outras condições que resultam na síndrome do encarceramento, dizem os pesquisadores.

 

Fonte: Diário da Saúde - www.diariodasaude.com.br

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