13/12/2018

Febre amarela já atinge cinco países das Américas

Com informações da OMS

Epizootias

Cinco países das Américas notificaram casos confirmados de febre amarela desde março deste ano: Bolívia, Brasil, Colômbia, Guiana Francesa e Peru.

As informações são da mais recente atualização epidemiológica da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS.

Como a febre amarela é uma doença viral transmitida por mosquitos infectados, que pode levar à morte, a OPAS incentiva todos os seus Estados Membros com áreas de risco de transmissão a continuarem os esforços para imunizar as populações em risco e tomar as medidas necessárias para manter os viajantes informados.

No caso do Brasil, o informe destaca que, nos últimos três anos, houve uma expansão da área histórica de transmissão do vírus causador da doença. O país tem um padrão sazonal, com maior transmissão entre dezembro e maio. Porém, as epizootias (mortes de macacos) notificadas ao longo de 2018 mostraram que a circulação do vírus da febre amarela continuou durante o período de baixa transmissão (junho a novembro).

A OPAS considera esse fato preocupante, uma vez que indica que o risco de transmissão para humanos não vacinados persiste. O Ministério da Saúde do Brasil, inclusive, já fez esse alerta para a sua população no mês passado.

Prevenção contra febre amarela

A medida mais importante para prevenir a febre amarela é a vacinação. Quem vive ou se desloca para as áreas de risco deve estar com as vacinas em dia e se proteger contra as picadas de pernilongos. Apenas uma dose da vacina é suficiente para garantir imunidade e proteção ao longo da vida. Efeitos secundários graves são raros, embora tenham sido relatados casos da "febre amarela vacinal" no Brasil.

Pessoas com contraindicações para a vacina contra a febre amarela (crianças abaixo de 9 meses, mulheres grávidas ou amamentando, pessoas com hipersensibilidade grave à proteína do ovo e imunodeficiência grave) ou com mais de 60 anos devem consultar seu profissional de saúde para avaliação cuidadosa de risco-benefício.

 

Fonte: Diário da Saúde - www.diariodasaude.com.br

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