09/10/2019

Homens representam 1% dos casos de câncer de mama no Brasil

Com informações da Agência Brasil

Câncer de mama em homens

Para cada 100 mulheres diagnosticadas com câncer de mama no Brasil, um homem é atingido pela doença, ou seja, os homens representam 1% do total de casos de câncer de mama no país.

Por isso, os homens devem estar atentos a qualquer mudança ou alteração nas mamas, incluindo retração da pele, aparecimento de nódulos ou caroços, secreção pela aréola (mamilo), gânglios ou ínguas nas axilas, além de vermelhidão na área do peito e coceira.

O tratamento é o mesmo usado pelas mulheres, incluindo radioterapia, quimioterapia e hormonioterapia. Contudo, como a mama é pequena e atrofiada no homem, não há tecido para que se faça uma cirurgia conservadora. E, como o homem tem pouco tecido mamário, o tumor fica grande em relação ao tamanho da mama, havendo maior risco de o câncer infiltrar na pele e no músculo posterior do peito, provocando metástase.

"Por isso, esse tratamento é mais radical, com mastectomia [remoção da mama]. Toma uma proporção que não se pode poupar o tecido mamário," explicou Fabiana Tonelotto, do Instituto Nacional de Câncer (INCA).

Quase sempre é desnecessário que o paciente faça uma reconstrução da mama, porque os homens não têm mamas grande, mas pode-se fazer uma tatuagem do mamilo ou aréola.

Risco associado

Entre os fatores de risco para o câncer de mama em homens estão condições que podem aumentar o nível de estrogênio no corpo, como obesidade, alcoolismo, doença hepática, síndrome de Klinefelter (quando uma pessoa do sexo masculino apresenta um cromossomo X a mais), e radioterapia prévia para a área do tórax.

Sempre que ocorre um caso de câncer de mama em homens, é preciso avaliar todas as mulheres da família, porque pode haver uma mutação genética de BRCA (família de genes), o que aumenta o risco da doença.

De acordo com dados do Sistema Único de Saúde (Datasus), houve no país 16.724 mortes por câncer de mama feminino e 203 mortes por câncer de mama masculino no Brasil, em 2017.

 

Fonte: Diário da Saúde - www.diariodasaude.com.br

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