24/03/2020

Identificado novo alvo universal para combater vírus

Redação do Diário da Saúde
Identificado novo alvo
Esta proteína é exclusivamente antiviral nas células imunológicas dos mamíferos.[Imagem: Fatemeh Adiliaghdam et al. - 10.1016/j.celrep.2020.01.021]

Proteção universal contra vírus

Pesquisadores do Hospital Geral de Massachusetts (EUA) descobriram um novo alvo para medicamentos antivirais que pode levar a tratamentos que protejam contra uma série de doenças infecciosas causadas pelos vírus.

As vacinas, como as da gripe, são regularmente desenvolvidas contra vírus específicos, mas esse processo leva tempo, não ajuda a todos que precisam de proteção e ainda deixa as pessoas expostas a novos surtos, conforme os vírus sofrem mutações, e a novos vírus.

Fatemeh Adiliaghdam e seus colegas descobriram agora que a proteína Argonauta 4 (AGO4) pode ser um "calcanhar de Aquiles" dos vírus, abrindo caminho para um tratamento panviral, ou universal.

A AGO4 é parte de uma família de proteínas conhecida como AGO, mas sabe-se pouco sobre sua importância e seus mecanismos de ação. O que Adiliaghdam e descobriu é que especificamente a AGO4 desempenha um papel fundamental na proteção das células contra infecções virais.

De fato, esta proteína é exclusivamente antiviral nas células imunológicas dos mamíferos. Somente células que eram deficientes em AGO4 se mostraram hiper-suscetíveis à infecção viral. Em outras palavras, baixos níveis de AGO4 aumentam a probabilidade de as células de mamíferos serem infectadas pelos vírus.

Os pesquisadores sugerem que aumentar os níveis de AGO4 pode fortalecer o sistema imunológico para nos proteger contra vários vírus.

Proteína argonauta

Os mamíferos têm quatro proteínas Argonauta (1-4), que agem silenciando genes, mas que notavelmente aparecem em vários seres vivos, incluindo as plantas.

São proteínas de RNAi e microRNA que reagem a estímulos, e a RNAi é a principal estratégia de defesa antiviral em plantas e invertebrados. Estudos em camundongos infectados com influenza mostraram que animais deficientes em AGO4 também têm níveis significativamente mais altos do vírus.

Os próximos passos são "determinar quão amplo é esse espectro para qualquer tipo de vírus," disse a professora Kate Jeffrey, coordenadora da equipe. "Então precisamos descobrir como aumentar a AGO4 para aumentar a proteção contra infecções virais".

 

Fonte: Diário da Saúde - www.diariodasaude.com.br

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